A AfroGames foi fundada em 2019 no Vigário Geral, uma favela do Rio, para reduzir a lacuna no acesso aos esports para jovens de baixa renda. O centro fornece aos gamers PCs que valem até US$ 3.000 e os treina para títulos como League of Legends e Free Fire.

Em dezembro de 2020, a AfroGames contratou Gabriela Ferreira como jogadora profissional de League of Legends; sua organização parceira Fluxo, cofundada pelos streamers Nobru e Cerol, agora fatura mais de US$ 180.000 por mês e atraiu patrocínios de grandes marcas brasileiras, demonstrando a viabilidade do talento de esports baseado na favela.

A AfroGames contratou gamers da favela como profissionais, garantiu patrocínios do TikTok, Next e Casas Bahia, e sua equipe parceira Fluxo agora gera mais de US$ 180.000 mensais em receita.

PCs e consoles de jogos de alto custo excluíam a maioria dos moradores da favela dos esports competitivos, criando uma lacuna clara de mercado.

Ao fornecer equipamentos e treinamento, a AfroGames transformou uma barreira social em um pipeline de talentos que atraiu patrocinadores corporativos em busca de alcance autêntico.

Histórias de sucesso como a de Ferreira e a da equipe Fluxo mostraram que gamers da favela podem competir em níveis profissionais quando recebem recursos iguais.

O investimento direcionado em comunidades carentes pode desbloquear talentos e criar caminhos inclusivos em indústrias de rápido crescimento, como os esports.

Apesar desses avanços, os esports nas favelas do Brasil continuam limitados; apenas um punhado de favelas abriga programas de treinamento, e a maioria dos jogadores profissionais ainda ganha perto do salário mínimo. As partes interessadas argumentam que um impacto mais amplo exigirá investimento sustentado além de patrocínios pontuais.

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As fontes

  1. An esports revolution is sweeping through Brazil’s favelas Rest of World · restofworld.org ·