Em abril de 2020, em meio a um lockdown nacional, o professor universitário Ahmed Imran Kabir procurou no Facebook grupos de vendedores de pássaros e comprou um papagaio, ilustrando como os bangladeshianos já usavam a plataforma para o comércio. Sem sites locais de e-commerce dominantes, milhares de lojas informais no Facebook surgiram para atender à demanda por produtos que iam de vestuário a eletrônicos.

Entre 2020 e 2021, estimativas situavam o número de lojas no Facebook em mais de 300 000, com cerca de metade administrada por mulheres. Vendedoras como Nuzhat Akhter, da Posh World, usavam cartões de crédito pessoais para arbitragem transfronteiriça, enquanto QaziFahimda Hasan aproveitava dicas pelo Messenger e um mini-estúdio de fotografia para vendas de beleza. Os desfiles de sarees ao vivo de Sulaiman no Facebook rendiam em média US$ 4 500 por mês, demonstrando o poder do comércio por vídeo em tempo real.

Parceiros logísticos como Paperfly, eCourierz e ShopUp se integraram aos vendedores do Facebook para lidar com pagamento na entrega e distribuição de última milha, ajudando o setor a alcançar uma avaliação de cerca de US$ 400 milhões. O Facebook posteriormente introduziu recursos de Shops para formalizar a experiência, mas o modelo de F-commerce de base continua sendo uma parte central da economia digital de Bangladesh.

Possibilitou mais de 300 000 lojas baseadas no Facebook, gerou aproximadamente US$ 400 milhões em vendas e proporcionou oportunidades de renda para muitas mulheres empreendedoras em Bangladesh.

A ausência de uma plataforma local de e-commerce dominante deixou uma lacuna que a base ubíqua de usuários do Facebook pôde preencher.

Os baixos custos de entrada — apenas uma conexão à internet e cerca de US$ 350 — permitiram que microempreendedores abrissem lojas instantaneamente.

Recursos como Grupos, Messenger e Live possibilitaram a construção de confiança, a demonstração de produtos e o recebimento instantâneo de pedidos.

Parcerias com empresas logísticas locais resolveram os desafios de entrega, escalando o modelo em todo o país.

Plataformas de mídia social de baixo custo podem substituir a infraestrutura formal de e-commerce, permitindo que empreendedores de mercados emergentes iniciem negócios com capital mínimo.

Mesmo após o afrouxamento das restrições do lockdown, o F-commerce continuou a se expandir, atraindo investimentos em logística e levando o Facebook a lançar ferramentas de compras. A avaliação de US$ 400 milhões do setor e sua ampla adoção mostram que o varejo impulsionado por mídias sociais se tornou um elemento duradouro da economia de Bangladesh.

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