Baptista Miranda cresceu em Lobito, Angola, fascinado pelo Brasil, mas sem um celular próprio. Em 2017, ele começou um canal no YouTube mostrando como o Brasil era percebido em Angola, inicialmente gravando nos aparelhos dos amigos. O canal lhe deu uma audiência em língua portuguesa que podia ir além do seu mercado de origem.
Depois de cinco anos e cerca de 600 mil seguidores, o grupo de criadores brasileiro Flow Studios o convidou para ir ao Brasil com despesas pagas. Quatro meses depois, ele assinou seu primeiro contrato publicitário, para Guaraná Antarctica. A decisão decisiva foi manter a proposta de conteúdo transatlântico e entrar na economia de criadores do Brasil, em vez de deixar o canal como um hobby local.
Segundo a reportagem de fevereiro de 2024, Miranda tinha cerca de 6 milhões de seguidores no YouTube, TikTok e Instagram, a maioria deles no Brasil. Ele vivia exclusivamente do conteúdo on-line, especialmente de parcerias com marcas brasileiras e de visualizações no YouTube, e enviava dinheiro para a família em Angola.
Chegou a 6 milhões de seguidores no YouTube, TikTok e Instagram, com renda proveniente de parcerias com marcas brasileiras e de visualizações monetizadas no YouTube.
O português criou uma ponte para uma grande audiência culturalmente conectada.
O Brasil tinha mais de 165 milhões de usuários de redes sociais e uma economia de criadores madura.
O Brasil oferecia ferramentas de monetização do Instagram que não estavam disponíveis em alguns países africanos.
O convite da Flow Studios converteu a escala da audiência em colaborações locais e acesso a marcas.
Quando a monetização no mercado de origem é limitada, construa uma audiência portátil em torno de uma língua ou cultura compartilhada e depois entre no mercado onde as plataformas e as marcas já pagam aos criadores.
Miranda se tornou o angolano mais seguido nas redes sociais e um modelo para outros criadores africanos no Brasil. Ele pretendia comprar uma casa para a mãe, enviar dinheiro para casa e, eventualmente, replicar em Angola o que aprendeu com a economia de criadores do Brasil.
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As fontes
- Meet the Portuguese-speaking African creators making it big in Brazil - Rest of World Rest of World · restofworld.org ·