Em 2016, uma manada de cerca de 30 elefantes selvagens passou dois meses em Muara Bungkal, consumindo aproximadamente 50 hectares de lavouras e causando mais de US$ 65.000 em perdas. À medida que os confrontos se tornavam mais comuns, os conservacionistas da Fundação Rimba Satwa ficavam encarregados de avisar as aldeias de forma reativa, porque não sabiam onde estavam as manadas.
A RSF optou por reviver a ideia por trás de um experimento governamental anterior: equipar o maior elefante de cada manada com um colar GPS e, em seguida, transformar suas coordenadas em um alerta comunitário. A partir de 2020, a fundação comprou colares da Africa Wildlife Tracking, treinou funcionários para acompanhar os dados e usou um grupo de Alerta Precoce no WhatsApp para avisar os chefes de aldeia, para que as pessoas pudessem usar fogos de artifício e gritos antes da chegada de uma manada.
Até 2022, cinco colares rastreavam cinco manadas, mais da metade da população de elefantes selvagens em Sumatra. Líderes de aldeias e a RSF relataram nenhum confronto violento no último ano, e nenhum elefante havia entrado em uma aldeia desde 2022. O resultado não foi uma solução sem intervenção humana: dois funcionários monitoravam o sistema ininterruptamente, os moradores ainda precisavam intervir, e a copa das árvores podia interromper o sinal.
Até 2022, cinco colares cobriam cinco manadas — mais da metade da população de elefantes selvagens de Riau — e davam tempo de aviso às aldeias; nenhum confronto violento foi relatado no último ano.
Os dados de GPS substituíram a correria de aldeia em aldeia por um aviso antecipado sobre o qual a população local podia agir.
Colocar o colar no elefante dominante permitiu que um único ponto de dados representasse a aproximação de toda uma manada.
O ciclo de alertas pelo WhatsApp conectou um sinal técnico a líderes de aldeia identificados e a uma resposta de dissuasão já existente.
O programa tratou a confiança e o trabalho humano como parte do sistema operacional, em vez de presumir que apenas o hardware resolveria o conflito de habitat.
Quando o conflito é invisível até chegar à porta, um ciclo compartilhado de alerta precoce pode transformar a correria reativa em prevenção — mas ainda exige confiança local e intervenção humana.
A RSF esperava colocar colares nas quatro manadas de elefantes restantes em Riau e adicionar drones, sensores e mais automação. O projeto havia reduzido os encontros violentos e impedido que elefantes entrassem em aldeias no período relatado, mas não havia resolvido a perda subjacente de habitat dos elefantes nem eliminado a necessidade de os agricultores afugentarem os animais manualmente.
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As fontes
- Surveillance tech is helping to save wild elephants Rest of World · restofworld.org ·