A Acorn tinha um forte processador RISC de baixo consumo, mas não tinha o balanço financeiro para transformá-lo em uma empresa global de chips. Em novembro de 1990, Acorn, Apple e VLSI formaram a Advanced RISC Machines em Cambridge, com a Apple investindo cerca de US$ 3 milhões por uma participação de 30%.
A decisão difícil foi não se tornar mais uma fabricante de semicondutores verticalmente integrada. A Arm manteve o foco em design de baixo consumo e construiu um modelo de licenciamento: os parceiros podiam pagar por projetos de processadores e fabricar os chips eles mesmos.
Esse modelo transformou uma pequena spin-out britânica em uma empresa de IP escalável. O Formulário 20-F de 2003 da Arm reportou GBP 128,1 milhões de receita e GBP 13,0 milhões de lucro líquido, com receitas vindas de clientes nos EUA, Europa, Japão e Ásia-Pacífico.
Em 2003 a Arm era lucrativa, com GBP 128,1 milhões de receita e GBP 13,0 milhões de lucro líquido, enquanto seus projetos se espalhavam por chips móveis e embarcados.
O licenciamento adequou o capital escasso da Arm a um mercado que precisava de muitos fabricantes e muitas categorias de dispositivos.
A participação da Apple validou o design, enquanto a VLSI deu ao empreendimento uma rota para o silício sem possuir fábricas.
Baixo consumo não era um recurso de nicho; tornou-se decisivo à medida que a computação avançava para dispositivos portáteis e embarcados.
Quando a escala de fabricação é impossível, seja dono do padrão e deixe os parceiros carregarem o ônus do capital.
A Arm abriu capital em Londres e na Nasdaq em 1998 e continuou se expandindo como fornecedora neutra de arquitetura. Seu modelo de licenciamento fabless mais tarde a tornou central para celulares, dispositivos embarcados e computação de baixo consumo, sem exigir que a Arm possuísse fábricas de chips.
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As fontes
- Apple to Join Acorn, VLSI in Chip-Making Venture Los Angeles Times · latimes.com ·
- ARM Holdings plc 2003 Form 20-F U.S. Securities and Exchange Commission · sec.gov ·