Durante os lockdowns da Covid-19 na China, pacientes recorreram a aplicativos de vídeos curtos em busca de orientação de saúde, enquanto médicos de hospitais públicos mal remunerados viram uma forma de alcançar além do consultório. Wang Tihua, médico de medicina tradicional chinesa em Zhejiang, colocou um smartphone sobre a mesa e publicou explicações de um a três minutos no Douyin e no WeChat. Ele não tentava se tornar uma celebridade; queria que o conhecimento e a reputação circulassem.

A decisão mudou a distribuição. Agências começaram a editar vídeos, escrever roteiros, responder a perguntas, negociar anúncios e direcionar seguidores para consultas por vídeo. Wang tinha mais de 8.700 seguidores nas duas plataformas e disse que cerca de 20% de seus novos pacientes agendaram após assistir às suas palestras. Um especialista em coluna disse ao HealthInsight que fãs do Douyin representavam mais de 90% de seus clientes presenciais.

O modelo também criou uma linha de falha de conformidade. Em maio de 2022, o governo proibiu profissionais de saúde de vender produtos em plataformas de livestream; em abril de 2023, o Douyin proibiu médicos verificados de usar mensagens diretas e grupos de fãs e pediu que não trabalhassem com agências de influenciadores. As agências relataram prejuízos, enquanto os usuários foram direcionados para consultas on-line agendadas ou consultas em hospitais públicos por meio do Xiaohe Health.

Wang manteve a parte útil da mudança e dispensou o intermediário arriscado: pediu aos pacientes da clínica que o seguissem e compartilhassem as palestras boca a boca. Pacientes depois lhe disseram que vídeos compartilhados pela família no WeChat haviam levado a agendamentos. O resultado foi um ciclo local de encaminhamento duradouro, mesmo com a retração do modelo de monetização liderado por agências.

Wang Tihua disse que cerca de 20% dos novos pacientes agendaram após assistir às suas palestras; um especialista em coluna disse que fãs do Douyin impulsionaram mais de 90% dos clientes presenciais.

Os lockdowns eliminaram o acesso normal a orientação de saúde presencial e empurraram a demanda para plataformas de vídeos curtos.

Explicações de um a três minutos permitiram aos médicos escalar conhecimento confiável além de conferências e do movimento do consultório.

Agências forneceram edição, roteiros, respostas, publicidade e conversão em consultas que os médicos não tinham tempo de administrar.

Profissionais mal remunerados tinham uma razão econômica para transformar reputação em livros, tutoriais, suplementos e agendamentos em clínicas.

Empacote o acesso escasso a especialistas em conteúdo curto e repetível, mas projete o ciclo de monetização em torno da confiança e das regras da plataforma antes que as agências o escalem.

O primeiro ciclo de crescimento — agências convertendo atenção em mensagens diretas, anúncios e agendamentos de pacientes — foi restringido por regulamentação e fiscalização das plataformas. O Douyin deixou as consultas e os agendamentos em hospitais públicos como as vias de contato permitidas; o modelo de boca a boca de menor risco de Wang continuou a produzir agendamentos.

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As fontes

  1. Chinese doctor-influencers cash in on Douyin, China’s TikTok Rest of World · restofworld.org ·