Na entrevista 'Titans and Disruptors of Industry' da Fortune de abril de 2026, Ed Bastian — o CEO ativo há mais tempo entre as grandes companhias aéreas dos EUA — relata como a Delta passou de sua falência em 2005 à transportadora mais lucrativa dos EUA, liderando em valor de mercado global entre companhias aéreas, participação no mercado doméstico e satisfação dos clientes premium. Bastian insistiu que a Delta pedisse falência e escolheu voltar com metade do seu salário para liderar a reestruturação, a origem do que ele chama de manual de virada centrado nas pessoas e liderado pela cultura.

A mecânica do manual, como ele a descreve: compartilhar bilhões de dólares com os funcionários por meio de participação anual nos lucros, o que ele chama de 'círculo virtuoso' que liga serviço, lealdade à marca e retorno aos acionistas; e a escolha da Delta na COVID de evitar demissões temporárias (furloughs) pedindo aos funcionários que tirassem licença voluntária não remunerada, mantendo seus empregos, benefícios e privilégios de viagem. Ele argumenta que a cultura, e não a estratégia, é a vantagem mais difícil e mais importante de construir, sustentada pela comunicação diária em crises — incluindo seu próprio endereço de e-mail pessoal público.

A virada para o premium foi monetizada por meio da parceria co-branded exclusiva da Delta com a American Express, que cresceu de US$ 500 milhões para mais de US$ 8 bilhões em receita anual, cerca de 10% do total da Delta, ao lado de um crescimento amplo nas viagens premium. Sobre IA, Bastian insiste na 'inteligência aumentada': ele se recusa a colocar IA no cockpit, vê espaço em operações como o controle de tráfego aéreo e sustenta que 'as pessoas ainda querem fazer negócios com pessoas'.

A Delta lidera as companhias aéreas dos EUA em lucro e valor de mercado global; a parceria com a Amex cresceu de US$ 500 milhões para mais de US$ 8 bilhões por ano, cerca de 10% da receita total.

Bastian tratou a cultura, e não a estratégia, como a vantagem mais difícil e mais importante de construir.

Os bilhões em participação nos lucros foram enquadrados como um círculo virtuoso que liga a qualidade do serviço à lealdade à marca e ao retorno aos acionistas.

Evitar demissões temporárias (furloughs) na COVID preservou a força de trabalho que entrega a experiência premium pela qual os clientes pagam.

O posicionamento premium foi monetizado por meio da parceria exclusiva com a Amex, em vez de uma competição liderada por tarifas.

Em um negócio de serviços, a alavanca da virada é quem o entrega: compartilhe os lucros com os funcionários, proteja-os em crises, e a experiência premium pela qual os clientes pagam vem em seguida.

No momento da entrevista, a Delta liderava as transportadoras dos EUA em lucratividade, valor de mercado global e satisfação dos clientes premium, com o acordo com a Amex contribuindo com mais de US$ 8 bilhões anuais — cerca de 10% da receita. O limite declarado por Bastian para a IA, a inteligência aumentada em vez da substituição, estende o mesmo manual centrado nas pessoas que ele usou para reconstruir a companhia aérea após o Chapter 11.

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As fontes

  1. Ed Bastian took Delta from bankrupt to billions by putting employees first. He refuses to let AI disrupt that Fortune · fortune.com ·