A Fortune traça o progresso da Boeing sob o comando do CEO Kelly Ortberg, que assumiu em 8 de agosto de 2024 após o estouro do plugue de porta sobre Portland, em janeiro de 2024, ter levado à aposentadoria do então CEO Dave Calhoun. O plano de recuperação de Ortberg tem quatro partes: mudar a cultura da empresa, estabilizar o negócio, melhorar a execução e construir "um novo futuro para a Boeing".

O trimestre anterior à última teleconferência de resultados do CFO Brian West mostrou a tração: receita 35% maior ano a ano, para US$ 22,7 bilhões; prejuízo central ajustado por ação de US$ 1,24, superando as projeções de US$ 1,31–1,40; e fluxo de caixa livre acima das expectativas, com entregas comerciais robustas. A Boeing produziu 737 a 38 por mês e planeja pedir à FAA que eleve a taxa para 42 — métrica que a Morningstar chama de indicador-chave, elevando sua estimativa de valor justo para US$ 249.

A cultura é o primeiro pilar do plano: depois de mais de 33.000 mecânicos entrarem em greve em 2024, funcionários ajudaram a escrever os novos valores e comportamentos da empresa, e a Boeing introduziu uma abordagem de gestão de desempenho voltada à responsabilização e ao desenvolvimento de carreira. A rotatividade na liderança continuou — o CEO da unidade de defesa foi demitido em setembro de 2024 após um prejuízo trimestral de US$ 913 milhões, com o veterano Steve Parker instalado em julho de 2025 —, além de um corte de 10% da força de trabalho anunciado em outubro de 2024.

Receita do segundo trimestre de 2025 35% maior ano a ano, para US$ 22,7 bilhões; produção do 737 a 38 por mês, com aprovação da FAA buscada para 42; a Morningstar elevou o valor justo de US$ 242 para US$ 249.

Ortberg sequenciou a cultura antes da produção, apostando que a qualidade da produção decorre da confiança — West disse aos investidores que qualidade e eficiência estavam melhorando.

A responsabilização concentrada na liderança (demitir o chefe de defesa após um trimestre de prejuízo de US$ 913 milhões) vinculou o plano a consequências.

A taxa de produção, e não o lucro divulgado, é a métrica que os analistas acompanham, de modo que demonstrar um avanço de 38 rumo a 42 por mês é a recuperação tornada visível.

Um plano que coloca a cultura em primeiro lugar ainda pode mover os números: novos valores, avaliações baseadas em responsabilização e consequências na liderança vieram antes da recuperação da produção, não depois.

West deixou o cargo em meados de agosto de 2025 para assumir um papel de consultor sênior; o ex-CFO da Lockheed Martin, Jesus "Jay" Malave, assumiu em 15 de agosto. Nas palavras do próprio Ortberg: "É virar um navio grande. Ainda temos muito trabalho a fazer."

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As fontes

  1. Boeing's turnaround gains traction with strong Q2 ahead of CFO change Fortune · fortune.com ·