Um dos conglomerados mais marcantes da história industrial deixou de ser um só: a GE, uma única empresa por mais de 130 anos, foi desmembrada em três empresas separadas focadas em aeroespacial, saúde e energia. Em entrevista ao ETEnergyworld em outubro de 2024, Ramesh Singaram, presidente e CEO da Gas Power Asia na GE Vernova, disse que o processo — iniciado muitos meses antes — estava agora concluído, e que a GE Vernova foi lançada em 2 de abril de 2024 como a empresa dedicada à transição energética, com a missão singular de eletrificar o mundo enquanto o descarboniza.
A empresa de energia independente reúne mais de 75.000 pessoas em mais de 100 países, operando três segmentos: energia (gás, vapor, hidrelétrica e nuclear) com cerca de US$ 18 bilhões em receita, eólica com cerca de US$ 9,5 bilhões, e eletrificação, que Singaram chamou de negócio de crescimento mais rápido, impulsionado pela demanda de modernização da rede em mercados onde as renováveis estão se expandindo. Ele descreveu o equilíbrio como o legado da GE — tecnologia, pessoas, globalização — combinado com uma "mentalidade de startup" nas áreas de crescimento, e apontou investimentos de capital passados que criaram uma enorme base instalada que alimenta um grande negócio de receita de serviços.
O foco aparece nas apostas tecnológicas que Singaram listou: pequenos reatores nucleares modulares, combustão de hidrogênio e captura de carbono, apoiados por um investimento anual de US$ 1 bilhão em novas tecnologias de energia. Para o negócio de energia, a cisão encerrou a posição de ser uma divisão dentro de um conglomerado extenso e fez da eletrificação mais descarbonização a razão de existir da empresa.
Segundo a entrevista: a GE Vernova foi lançada em 2 de abril de 2024 com mais de 75.000 funcionários em mais de 100 países, segmentos de cerca de US$ 18 bilhões em energia e cerca de US$ 9,5 bilhões em eólica, e US$ 1 bilhão por ano para P&D em energia
Três negócios com clientes, ciclos e necessidades de capital diferentes — aeroespacial, saúde, energia — eram cada um forte o suficiente para se sustentar sozinho.
A transição energética exigia uma empresa cujo mandato inteiro fosse eletrificação e descarbonização, não a agenda de uma divisão dentro de um conglomerado.
O negócio de energia manteve a base instalada legada que gera receita de serviços, dando à nova empresa fluxo de caixa enquanto ela aposta em novas tecnologias.
Uma empresa com missão única pode tomar decisões nas áreas de crescimento com a velocidade de uma startup, em vez dos ciclos de comitês de um conglomerado.
Conglomerados se justificam com sinergias; empresas focadas se justificam com missão — a cisão força cada negócio a se sustentar com seus próprios números.
A GE Vernova entrou em seu segundo semestre com as receitas de seus segmentos e o plano anual de P&D de US$ 1 bilhão em vigor, e Singaram sinalizou foco contínuo na modernização da rede, maior geração renovável e tecnologias como pequenos reatores nucleares modulares, combustão de hidrogênio e captura de carbono. A entrevista foi publicada como trechos editados pelo ETEnergyworld em 17 de outubro de 2024.
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As fontes
- GE Vernova investing $1 bn in R&D for energy technologies: Ramesh Singaram ETEnergyworld (Economic Times) · energy.economictimes.indiatimes.com ·