Em um ensaio em primeira pessoa publicado pela Fortune em 25 de maio de 2026, o presidente e CEO da Hippo, Richard McCathron, descreve a reestruturação que liderou após assumir o cargo de CEO em junho de 2022, no início de um dos períodos mais difíceis da história da insurtech de seguro residencial. O ponto mais baixo veio no terceiro trimestre de 2023; a partir dali até o fim de 2025, escreve ele, a Hippo conduziu uma reestruturação que levou de um prejuízo líquido de US$ 41 milhões a um lucro líquido de US$ 58 milhões.
O diagnóstico: a mentalidade do Vale do Silício de crescimento acima de tudo havia sido importada para um setor em que escala não entrega lucratividade automaticamente. A volatilidade climática havia mudado a economia subjacente — as perdas ficaram mais difíceis de prever, o custo de absorver risco subiu, e as seguradoras aumentaram as tarifas simplesmente para empatar, com os prêmios subindo até 70% em cinco anos e as operadoras recuando de zonas de alto risco. O problema mais profundo, argumenta ele, era que algumas seguradoras haviam deixado de precificar o risco com precisão.
A reestruturação não envolveu nenhum avanço isolado nem um corte de custos dramático. A Hippo pausou novos negócios em algumas áreas, reduziu a exposição em regiões concentradas e propensas a catástrofes, resistiu à pressão para perseguir crescimento e, em 2025, vendeu sua rede de distribuição para construtoras. Dobrou a aposta na subscrição e na seleção de riscos, ao mesmo tempo que ampliou o acesso ao mercado de casas novas de seis construtoras para mais de 50.
"Às vezes é preciso cortar o braço para salvar o corpo", escreve McCathron — e, se feito corretamente, o braço volta a crescer. Ele acrescenta que a resiliência de longo prazo exige investir a montante na prevenção: casas mais fortes, melhor mitigação, padrões de construção atualizados e modelos de seguro desenhados em torno do risco climático em evolução.
De um prejuízo líquido de US$ 41 milhões no ponto mais baixo do terceiro trimestre de 2023 para um lucro líquido de US$ 58 milhões até o fim de 2025, segundo McCathron (autodeclarado no ensaio).
As premissas antigas — risco estável, padrões de perda previsíveis, crescimento entregando lucratividade — não se sustentavam mais em um mercado volátil do ponto de vista climático.
Pausar novos negócios e cortar a exposição a catástrofes trocou crescimento de receita por uma economia sobrevivível.
Vender a rede de distribuição para construtoras em 2025 descartou o que a Hippo já não fazia melhor, enquanto a subscrição permaneceu.
Ampliar o acesso a casas novas de seis construtoras para mais de 50 manteve um canal de crescimento alinhado à seleção de riscos.
Em um negócio em que o risco se acumula, o crescimento pode ser o caminho mais rápido para o fracasso — o recuo que protege a qualidade da subscrição é estratégia, não retirada.
Até o fim de 2025, a Hippo reportou US$ 58 milhões em lucro líquido (autodeclarado por McCathron), contra um prejuízo líquido de US$ 41 milhões no ponto mais baixo do terceiro trimestre de 2023. Ele posiciona a próxima fase da seguradora em torno de prevenção e precificação precisa de risco, em vez de expansão. O material não registra verificação independente dos números.
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