O fundador da Ikea, Ingvar Kamprad, instalou um restaurante com serviço à mesa na primeira loja sueca em 1959, e por mais de 50 anos a administração pensou sobre comida praticamente da mesma forma. "Sempre chamamos as almôndegas de 'a melhor vendedora de sofás'", disse Gerd Diewald, que comanda as operações de alimentação da Ikea nos EUA, à Fast Company. "Porque é difícil fazer negócios com clientes famintos."
Michael La Cour, diretor-geral da Ikea Food, diz que a oportunidade era quase invisível: a Ikea acumulou US$ 36,5 bilhões em receita no ano anterior à publicação do artigo, e os cerca de US$ 1,5 bilhão em vendas da Ikea Food em 2013 se perdiam dentro disso. "Pode parecer estranho, mas é quase algo que não notamos", diz ele. Quando colocou os números no contexto de outras empresas de alimentação, "de repente pude ver, bem, realmente não é tão pequeno".
A equipe de La Cour administrou a divisão com o mesmo raciocínio que a Ikea aplica à mobília: simplificou a cadeia de suprimentos em torno de fornecedores verificados, como uma fazenda sustentável de salmão norueguês, usou ferramentas de análise de dados para dimensionar o preparo dos alimentos — o desperdício caiu 30% até agora nas unidades de teste — e aplicou ao menu os princípios de "design democrático" da empresa: forma, qualidade, sustentabilidade e preço baixo.
Em meados de 2015, a empresa descrevia a alimentação como um de seus segmentos de crescimento mais rápido, havia se tornado uma grande fornecedora global de frutos do mar com certificação de sustentabilidade e a maior exportadora de lingonberries da Suécia, e avaliava uma próxima fase que poderia incluir cafés Ikea independentes em centros urbanos.
A Ikea Food atingiu cerca de US$ 1,5 bilhão em vendas anuais (2013); o desperdício de alimentos caiu 30% nas unidades de teste; a alimentação se tornou um dos segmentos de crescimento mais rápido da Ikea.
A alimentação era administrada como uma comodidade para manter os compradores na loja, e seu impacto nas vendas se perdia dentro de um negócio de artigos para o lar de US$ 36,5 bilhões.
Recomparar a Ikea Food com empresas de alimentação, em vez de compará-la com a Ikea, tornou visível à administração um negócio de US$ 1,5 bilhão.
As forças já existentes na Ikea — compras em escala, design democrático, preços baixos — foram transferidas para o menu e a cadeia de suprimentos sem novas capacidades.
Uma função de apoio pode esconder um motor de crescimento: compare divisões pequenas com seu próprio setor, em vez de compará-las com o tamanho da matriz, e depois administre-as com o manual da matriz.
Quando o artigo da Fast Company foi publicado, a Ikea descrevia a alimentação como um de seus segmentos de crescimento mais rápido e considerava cafés independentes em centros urbanos como a próxima fase do que a revista chamou de uma fonte inesperada de receita. A empresa também havia se tornado uma grande fornecedora global de frutos do mar com certificação de sustentabilidade e a maior exportadora de lingonberries da Suécia.
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As fontes
- Ikea's Big Bet On Meatballs Fast Company · fastcompany.com