Hans Wilsdorf criou a Tudor em 1926 como uma Rolex mais acessível, mas ela foi ofuscada e quase desapareceu. Em 2010, uma nova equipe começou a reinterpretar sua própria história, resgatando um protótipo de 1970 que nunca havia sido vendido e usando-o para o Heritage Chrono.

A abordagem se tornou um sistema de um modelo Heritage relançado por ano, e atingiu seu auge com o Heritage Black Bay de 2012, um relógio de mergulho inspirado no próprio catálogo antigo da Tudor, com cristal abaulado, ponteiros snowflake e bisel estriado. Tornou-se um dos mais vendidos da marca, venceu o Grand Prix d'Horlogerie de Genève de 2013 na categoria Revival e impulsionou fortemente os preços dos relógios de mergulho Tudor originais.

O Heritage Black Bay de 2012 tornou-se um sucesso de vendas e venceu o prêmio Revival do GPHG de 2013; os preços dos Tudor vintage dispararam (um Marine Nationale passou de cerca de CHF 5-8 mil para 25 mil).

Reinterpretar seu próprio arquivo deu à Tudor uma identidade que a Rolex não podia copiar, em vez de uma imitação mais barata.

Lançar um modelo Heritage por ano, além do retorno ao mercado americano em 2013, reconstruiu a demanda sem diluir a marca.

A fuga de uma submarca da sombra de uma irmã mais forte é transformar sua própria história negligenciada em um sistema de design, em vez de copiar a marca-mãe.

A Tudor se livrou do rótulo de Rolex dos pobres e transformou o Black Bay em uma família de modelos, mais tarde acrescentando calibres próprios; tornou-se uma referência no segmento de relógios de ferramenta abaixo de US$ 5.000 e uma marca com seus próprios colecionadores, ainda pertencente à Rolex por meio de uma empresa separada.

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As fontes

  1. Vintagemania – TUDOR mines the productive seam of reinterpretation Watchonista · watchonista.com ·
  2. On Its Tenth Anniversary, We're Diving Into The Tudor Black Bay Hodinkee · hodinkee.com ·