A CNBC informou em 19 de agosto de 2022 que o HBO Max estava removendo 36 filmes e séries até o fim daquela sexta-feira, incluindo 20 originais feitos para a plataforma, como o drama adolescente 'Genera+ion' e o derivado de 'Sesame Street' 'The Not-Too-Late Show with Elmo'. A limpeza ocorreu antes do plano da Warner Bros. Discovery de combinar o Discovery+ com o HBO Max em um novo serviço nos EUA em meados de 2023. Um porta-voz do HBO Max disse que, à medida que os catálogos passassem a integrar uma única plataforma, as mudanças na oferta de ambos os serviços incluiriam a remoção de algum conteúdo.
A CNBC apresentou três motivações. Custo: a produção já foi paga, mas os residuais e os pagamentos de participação continuam a acumular, de modo que remover programas — especialmente originais próprios — corta despesas imediatamente, parte de pelo menos US$ 3 bilhões em sinergias de fusão prometidas; duas pessoas familiarizadas com o assunto estimaram a economia em 'dezenas de milhões de dólares'.
Foco: a maior parte do conteúdo removido era de reality show ou de programação infantil e familiar, e, com o Discovery trazendo o reality show da HGTV, do Food Network e do Animal Planet para o serviço combinado, os executivos decidiram que os espectadores não vêm pelos programas infantis — nem mesmo 'Sesame Street', adquirido em um contrato de cinco anos em 2019, estava atraindo números fortes, e cerca de 200 de seus episódios antigos também saíram. Redução da desordem: tudo o que foi retirado era assistido com pouca frequência, e os executivos temiam que o serviço combinado recriasse o problema da Netflix de conteúdo demais enterrando os melhores títulos.
A lógica era diferente do cancelamento de 'Batgirl' no início daquele mês, que usou um benefício fiscal de fusão para abater um filme inacabado; esses programas já haviam sido lançados, então nenhum abatimento se aplicava. A programação removida poderia, em vez disso, ser licenciada para outros streamers, adicionando receita ao subtrair conteúdo, e um catálogo mais enxuto poderia ajudar a justificar um preço mais alto para a oferta combinada. O HBO Max também havia demitido 14% de sua equipe naquela mesma semana, incluindo muitos na divisão de conteúdo não roteirizado.
Economia de 'dezenas de milhões de dólares' com a remoção de 36 títulos, em sua maioria residuais contínuos, rumo a uma meta prometida de US$ 3 bilhões em sinergias de fusão.
Programas já produzidos ainda custam dinheiro a cada período por meio de residuais e pagamentos de participação, então a remoção economiza dinheiro imediatamente.
A audiência infantil e familiar nunca se materializou no HBO Max; o serviço combinado buscaria adultos — o drama de HBO com viés masculino mais o reality show do Discovery com viés feminino.
Pilhas de conteúdo pouco assistido criam o 'problema da Netflix', em que inventário demais enterra os melhores títulos.
Um catálogo mais enxuto e enriquecido pelo Discovery poderia sustentar um aumento de preço planejado para o serviço fundido.
Conteúdo já pago não é gratuito de manter: os residuais se acumulam e os originais de baixa audiência tiram espaço da descoberta, então cortar o catálogo pode servir melhor à estratégia do que hospedar tudo para sempre.
Os 36 títulos saíram do HBO Max até o fim da sexta-feira, 19 de agosto de 2022, e o corte de 14% da equipe, incluindo boa parte da divisão de conteúdo não roteirizado, havia ocorrido na mesma semana. A Warner Bros. poderia licenciar alguns programas removidos para outros serviços de streaming, dando-lhes uma segunda vida de receita. Até o momento da reportagem, o serviço combinado HBO Max–Discovery+ ainda estava no caminho para um lançamento nos EUA em meados de 2023, com o CEO David Zaslav avaliando um aumento de preço.
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