Em julho de 2025, a Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC) notificou o Commonwealth Bank após uma revisão de 21 bancos constatar que pessoas de baixa renda que recebem pagamentos do Centrelink haviam sido cobradas incorretamente com taxas excessivas por meio de encargos acumulados de manutenção de conta, taxas por devolução de cheques e encargos por cheque especial. No CommBank, o total cobrado indevidamente foi de A$ 270 milhões, acumulados entre julho de 2019 e outubro de 2024.
O ANZ, o Westpac e o Bendigo Bank se comprometeram com quase A$ 60 milhões em reembolsos combinados, mas o Commonwealth Bank se recusou, retendo os A$ 270 milhões integrais. Durante meses, o banco declarou publicamente que não havia feito nada de errado e que não deveria reembolsar um centavo, segundo o conselheiro financeiro da Austrália Ocidental Alan Gray, que representa clientes das Primeiras Nações na região de Kimberley.
Em dezembro de 2025, o banco mudou de posição e anunciou que reembolsaria 'clientes concessionários elegíveis que incorreram em taxas excepcionalmente altas' em um total de A$ 68 milhões, a partir de fevereiro. A promessa eleva o total de seus 'pagamentos de boa vontade' para A$ 93 milhões, incluindo A$ 25 milhões devolvidos sob um relatório anterior da ASIC sobre taxas altas para clientes das Primeiras Nações.
Evitou litígio com a ASIC e recuperou a boa vontade do regulador; os reembolsos de A$ 68 milhões a clientes concessionários começam em fevereiro, elevando o total de pagamentos de boa vontade para A$ 93 milhões.
O relatório da ASIC tornou indiscutíveis as cobranças incorretas, isolando o CommBank como o único grande banco que ainda se recusava a reembolsar.
Os A$ 60 milhões comprometidos pelo ANZ, pelo Westpac e pelo Bendigo deixaram o CommBank visivelmente fora da posição do setor.
A campanha pública dos conselheiros financeiros manteve os A$ 270 milhões retidos como uma história reputacional viva.
A preferência declarada da ASIC de resolver o caso 'não por meio de litígio ou ação formal' sinalizava que a alternativa era o tribunal.
Adiar um remédio que você acabará pagando multiplica o custo de confiança: reembolsar um quarto dos A$ 270 milhões após meses de negação pública deixou até o regulador acolhendo a mudança, mas decepcionado.
Os pagamentos começam em fevereiro, com o banco entrando em contato com os clientes elegíveis; o comissário da ASIC, Alan Kirkland, acolheu a mudança, mas disse ser 'decepcionante' que muitas pessoas cobradas com taxas excessivas talvez não recebam um centavo, e o órgão fiscalizador continuará monitorando o compromisso. Gray chamou o reembolso parcial de 'uma contradição lógica e ética' e instou os clientes a procurar conselheiros financeiros em vez de esperar.
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As fontes
- CommBank reverses refusal to refund $68m in excessive fees for low-income earners ABC News · abc.net.au ·