Em 2023, a Blue Shield of California — um dos maiores planos do estado, com quase seis milhões de membros e mais de US$ 25 bilhões em receita anual — anunciou que deixaria a CVS Caremark, uma das maiores gestoras de benefícios farmacêuticos do país, como sua administradora de farmácia. Em vez de substituir uma PBM por outra, a empresa dividiu os serviços farmacêuticos entre cinco companhias, incluindo a Amazon Pharmacy e a Mark Cuban Cost Plus Drug Company.

O arranjo, disponível para clientes em 2025, economizará US$ 500 milhões por ano segundo a companhia. O Healthcare Dive enquadra a medida no descontentamento generalizado com as PBMs — os intermediários da cadeia de suprimentos farmacêutica, frequentemente responsabilizados pelo aumento dos custos de medicamentos nos EUA por meio de contratos complexos de 'caixa-preta' que, segundo seguradoras e empregadores, os deixam no escuro.

A Blue Shield foi além da maioria: em outubro de 2024, negociou diretamente com uma subsidiária da alemã Fresenius um biossimilar do Humira, medicamento blockbuster da AbbVie para doenças inflamatórias, contornando as PBMs para medicamentos de marca caros.

A estratégia farmacêutica tornou-se plataforma para uma transformação corporativa maior: em 1º de janeiro de 2025, a seguradora passou para uma nova controladora, a Ascendiun, lançou um negócio de serviços de saúde chamado Stellarus para vender suas ofertas de farmácia e tecnologia a outras seguradoras, e nomeou Lois Quam como sua primeira mulher CEO em 86 anos. Um porta-voz se recusou a compartilhar detalhes financeiros da Ascendiun, e a Stellarus inicialmente se concentra em programas internos, sem prazo para vendas externas.

Economia anual de US$ 500 milhões (estimativa da companhia) quando a divisão em cinco frentes chegou aos clientes em 2025; a Blue Shield atende cerca de 6 milhões de membros com receita superior a US$ 25 bilhões.

É um caso raro de uma grande pagadora demitindo diretamente uma PBM do top três, em vez de reabrir a licitação — uma desagregação de um papel que a maioria das seguradoras ainda trata como indivisível.

O ganho é quantificado e incomum em escala para uma mudança farmacêutica: US$ 500 milhões por ano, segundo a companhia, ao dividir o trabalho entre cinco empresas especializadas.

O desenho antecipa a direção do mercado: comprar diretamente de players de cost-plus e de farmácia eletrônica prefigura a revolta setorial contra a economia das PBMs.

O desdobramento é estrutural, não cosmético — a capacidade tornou-se um novo negócio de serviços de saúde (Stellarus) sob uma nova controladora um ano depois.

Quando uma camada intermediária deixa de agregar valor, o movimento mais ousado não é renegociar, mas desagregar: dividir o trabalho de um intermediário entre especialistas permite que uma seguradora compre diretamente e retenha a margem.

O arranjo farmacêutico em cinco frentes entrou em operação para clientes em 2025, com a companhia alegando US$ 500 milhões em economia anual. A Blue Shield se reestruturou sob a controladora Ascendiun em 1º de janeiro de 2025, lançou a Stellarus e nomeou Lois Quam como CEO; a abordagem direta com fabricantes de medicamentos continuou com o acordo do biossimilar do Humira com a Fresenius em outubro de 2024.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Blue Shield of California restructures, launches health services business and names first female CEO Healthcare Dive · healthcaredive.com ·