A Disney havia construído um grande negócio de streaming direto ao consumidor, mas a escala ainda não se traduzia em lucro. No ano fiscal de 2023, o segmento DTC ainda perdia US$ 2,5 bilhões, enquanto o negócio legado de redes lineares continuava sob pressão.

A administração mudou a fórmula do streaming. A Disney apontou a curadoria de conteúdo, os preços, os pacotes combinados, o Disney+ com suporte de anúncios e a contenção de custos como partes do esforço para alcançar a lucratividade.

A virada no ano fiscal de 2024 ficou clara nos números do segmento. A receita direta ao consumidor subiu 15%, para US$ 22,8 bilhões, e o resultado operacional melhorou em US$ 2,6 bilhões, chegando a US$ 143 milhões de lucro operacional.

A virada exigiu escolhas de conteúdo mais restritas e aumentos de preço, enquanto as redes lineares ainda registravam queda.

A base de assinantes já era grande o suficiente para que os preços e o desenho dos pacotes combinados pudessem mover a linha de lucro.

Os planos com suporte de anúncios criaram outra via de monetização além das meras taxas de assinatura.

Uma curadoria de conteúdo mais rigorosa atacou o lado dos custos do streaming, não apenas o lado da receita.

A escala do streaming não basta por si só; a lucratividade chegou quando a Disney combinou a base de assinantes com preços, pacotes combinados, publicidade e gastos mais contidos com conteúdo.

A Disney ainda precisava administrar a queda das redes lineares, os direitos esportivos e a volatilidade do ciclo cinematográfico. Ainda assim, o resultado do DTC em 2024 marcou uma mudança de um streaming de crescimento a qualquer custo para um negócio de streaming que se espera que sustente sua própria economia.

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As fontes

  1. The Walt Disney Company 2024 Form 10-K U.S. Securities and Exchange Commission · sec.gov ·