A ElectraMeccanica fabricava o Solo, um pequeno carro elétrico de três rodas, e teve dificuldades para produzi-lo com lucro. Em dezembro de 2022, a CEO Susan Docherty apontou uma estrutura de custos insustentável, um acordo de manufatura por contrato não lucrativo com uma empresa chinesa e um mercado endereçável caro demais para ser conquistado. Em fevereiro de 2023, a empresa recolheu todos os Solo vendidos desde 2019 devido a um problema de perda de propulsão durante a condução, e depois ofereceu recomprar todos os veículos pelo preço integral de compra e reembolsar os detentores de reservas, uma vez que as vendas do Solo foram descontinuadas.

A resposta foi uma fusão com a Tevva, fabricante britânica de caminhões comerciais elétricos de médio e grande porte, anunciada em agosto de 2023. Os acionistas da ElectraMeccanica ficariam com 23,5% da empresa combinada, e os da Tevva, com 76,5%; a empresa combinada seria negociada como Tevva, Inc. sob o ticker TVVA. Docherty se torna CEO, o diretor da Tevva David Roberts, presidente executivo, e o conselho de nove assentos se divide em quatro para a ElectraMeccanica e cinco para a Tevva. A ElectraMeccanica também concedeu à Tevva uma linha de crédito de US$ 6 milhões como capital de giro até o fechamento.

A lógica está nos incentivos e nos ativos. Os caminhões elétricos comerciais se qualificam para apoio do governo dos EUA que o veículo de três rodas nunca poderia obter — US$ 1 bilhão reservado para eletrificar caminhões de grande porte e até US$ 40.000 de retorno por veículo comercial de médio porte. A ElectraMeccanica traz sua presença nos EUA, seu balanço, sua listagem pública e sua fábrica em Mesa, Arizona — que deve começar a construir o caminhão 7.5T da Tevva em 2025 e atingir capacidade total, cerca de 10.000 unidades por ano, em 2026 — enquanto a Tevva já entrega o 7.5T a clientes de frota a partir de uma fábrica no Reino Unido com capacidade para 3.500 unidades.

As empresas esperam cerca de US$ 5 milhões em economias anuais de custos em regime permanente até o final de 2024 e US$ 1,3–1,5 bilhão em receita até 2028. As ações da ElectraMeccanica subiram 19% com o anúncio.

As ações subiram 19% com a notícia; a fusão visa cerca de US$ 5 milhões em economias anuais de custos até o final de 2024 e US$ 70–80 milhões em caixa combinado; a fábrica de Mesa está prevista para 10.000 caminhões por ano.

O Solo estava excluído dos subsídios governamentais, era difícil para os clientes segurarem e difícil de dar manutenção — o mercado consumidor era caro demais para ser conquistado.

Um acordo de manufatura por contrato não lucrativo e uma estrutura de custos insustentável fizeram com que o veículo de três rodas nunca desse lucro.

Os caminhões elétricos comerciais se qualificam para incentivos dos EUA que o Solo nunca poderia obter, incluindo até US$ 40.000 por veículo de médio porte.

A fusão combina a presença nos EUA, a fábrica de Mesa e o balanço da ElectraMeccanica com um caminhão da Tevva que já é entregue a frotas comerciais.

Quando sua categoria de produto morre, fundir-se na categoria adjacente que seus ativos já podem atender pode salvar a empresa — mesmo ao preço do seu nome.

Esperava-se que o negócio fosse fechado no quarto trimestre de 2023, com a ElectraMeccanica continuando a ser negociada como SOLO até lá e a empresa combinada sendo relistada como Tevva, Inc. sob TVVA. O Projeto E4, o veículo elétrico de quatro rodas para consumidores anunciado em março de 2023, foi cancelado como parte da mudança do segmento de consumo para o de veículos comerciais. A fábrica de Mesa, originalmente comissionada para trazer a produção do Solo para os EUA, foi reaproveitada para construir os caminhões 7.5T da Tevva a partir de 2025.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. ElectraMeccanica to merge with electric truck startup Tevva TechCrunch · techcrunch.com ·