Salvatore Ferragamo, o sapateiro das estrelas de Hollywood, morreu de câncer em 7 de agosto de 1960. Sua viúva Wanda, então com 38 anos e seis filhos — o mais novo com apenas dois anos —, decidiu assumir o negócio ela mesma, apesar de não ter experiência de trabalho no setor nem fora de casa.
No funeral dele, os trabalhadores da Ferragamo a tranquilizaram: "Nós conseguimos, você vai ver. Vamos te ajudar." Com o apoio deles e o de suas filhas, Wanda assumiu o comando e intensificou o plano de desenvolvimento que o marido havia começado.
Sua decisão central foi levar adiante a visão de Salvatore de impulsionar a empresa para além do calçado. Em 1961, ela finalizou o Gilio, o primeiro perfume Ferragamo, e mandou imprimir o primeiro lenço de seda em Como; sua filha Fulvia mais tarde supervisionou a expansão para as sedas.
A expansão funcionou. Wanda transformou o empreendimento de um modesto negócio artesanal em uma séria marca de bens de luxo, e liderou a empresa por mais de vinte anos como CEO, depois atuando como presidente e chairwoman até sua morte em 2018, aos 96 anos.
Wanda transformou o negócio de um modesto empreendimento artesanal em uma séria marca de bens de luxo, expandindo para perfumes e lenços de seda e construindo uma empresa de luxo global.
Wanda escolheu assumir o negócio mesmo sem formação em administração.
Ela honrou o plano inacabado do fundador em vez de congelar a linha de produtos.
Ela confiou na expertise dos artesãos e no talento de suas filhas.
A diversificação para perfumes e sedas espalhou a marca para além das vendas sazonais de calçados.
Quando o fundador morre no meio de uma visão, o papel do sucessor não é replicar o fundador, mas completar o plano — diversificar o artesanato em uma marca e apoiar-se na família e nos funcionários leais que conhecem o trabalho.
O grupo Ferragamo continua sendo uma casa de luxo global liderada pela família, com a terceira geração à frente da empresa após a morte de Wanda em 2018. Seus 58 anos de gestão transformaram um momento de luto no ato fundador de uma dinastia da moda que ainda carrega o nome da família.
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As fontes
- Wanda Ferragamo, who reigned over family's luxury goods empire, dies at 96 — took over after 1960 death with no industry experience, pushed beyond footwear WRAL (Associated Press) · beta.wral.com
- Wanda Miletti Ferragamo's Story — leader from August 1960, 1961 first perfume Gilio and first silk scarf Museo Ferragamo (official) · museo.ferragamo.com
- Wanda Ferragamo obituary — evolved it from a modest craft business into a serious luxury goods brand; CEO for more than 20 years The Guardian · theguardian.com