A Nextdoor, rede social baseada em vizinhança cofundada em 2008, nunca havia dado lucro; suas ações caíram cerca de 80% após o IPO de 2021, e o aplicativo carregava a reputação de delação e toxicidade que rendeu paródias do The New Yorker e do Saturday Night Live. No quarto trimestre de 2023, perdeu US$ 40,5 milhões líquidos. Em 2024, o conselho decidiu trazer o cofundador Nirav Tolia de volta como diretor-executivo — ele havia entregado o cargo em 2018, após uma transição de sete meses, e permanecido no conselho.

Tolia enquadrou o retorno como uma reinvenção do aplicativo, não como uma restauração do passado: "Não se trata de voltar as coisas ao que costumavam ser... usar as lições do passado e o DNA valioso da origem, mas combiná-los em algo contemporâneo e novo." De volta ao controle do dia a dia, tomou decisões sobre a direção da empresa e o design do aplicativo, e fez o que o artigo chama de um exame rigoroso da realidade das finanças da empresa.

Em 7 de agosto de 2025, a Nextdoor reportou um prejuízo líquido de US$ 15 milhões no segundo trimestre — abaixo dos US$ 40,5 milhões do quarto trimestre de 2023, o último trimestre antes do retorno de Tolia. Bill Gurley, da Benchmark Capital, membro do conselho desde a fundação, chamou a recontratação de "uma escolha muito esperada", argumentando que, quando algo precisa ser reinventado, "o fundador do produto tem alta probabilidade de ser a pessoa" para fazê-lo. O contrapeso: um estudo de 2020 da MIT Sloan Management Review com 167 CEOs "boomerang" constatou desempenho frequentemente pior do que o de CEOs de primeira gestão, de modo que a recuperação segue em observação.

O prejuízo líquido trimestral diminuiu de US$ 40,5 milhões no quarto trimestre de 2023 — o último trimestre antes do retorno de Tolia — para US$ 15 milhões no segundo trimestre de 2025, anunciado em 7 de agosto de 2025.

O conselho julgou que reinventar o produto exigia seu fundador: Gurley apontou para "um histórico comprovado no Vale do Silício" de fundadores de produto liderando reinvenções.

Tolia mantivera uma conexão contínua por meio de assentos no conselho desde 2018, carregando o DNA fundador da empresa sem a responsabilidade cotidiana pelo declínio pós-IPO.

A disciplina financeira foi explícita ao lado do trabalho de produto — o artigo atribui ao design do aplicativo e a um exame rigoroso das finanças a redução do prejuízo.

O problema de reputação (delação, toxicidade, paródias nacionais) exigia uma voz crível para redefinir a finalidade do aplicativo, algo que um gestor externo teria dificuldade em fornecer.

Um fundador "boomerang" oferece a um conselho em dificuldades duas coisas que o dinheiro não compra: memória institucional e permissão para repensar o produto. A aposta só se sustenta enquanto os primeiros números mostrarem a curva de prejuízo se curvando.

Até o artigo de setembro de 2025, a Nextdoor ainda nunca havia dado lucro, e a meta declarada de Tolia era "finalmente dar lucro". O texto levanta a questão de se Wall Street creditará o progresso enquanto o prejuízo diminui, mas ainda não foi eliminado. Se este "boomerang" supera as probabilidades do MIT Sloan é uma questão em aberto; os números do segundo trimestre de 2025 são a primeira evidência concreta a seu favor.

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As fontes

  1. Nextdoor's Founder Might Just Pull Off the Biggest Boomerang CEO Turnaround Yet Inc. · inc.com ·