Em uma entrevista à Fortune publicada em 27 de maio de 2025, o presidente e CEO da NRG Energy, Larry Coben, fala como chefe da ação de grande capitalização com melhor desempenho do S&P 500 em 2025 — alta de 75% no acumulado do ano e de cerca de 240% desde que assumiu como presidente e CEO interino em novembro de 2023, depois que a Elliott Investment Management, de Paul Singer, forçou a saída de seu antecessor após a aquisição da Vivint Smart Home por US$ 2,8 bilhões. "Superamos o consenso em algumas centenas de milhões de dólares", diz Coben sobre o trimestre anterior, "em todos os setores do negócio."
O ponto central é o acordo fechado no início de maio de 2025: quase US$ 10 bilhões (excluindo dívida) por 18 usinas movidas a gás natural da LS Power, essencialmente dobrando a geração a gás da NRG a "cerca de 50% do que custaria construí-la do zero", concentrada nos dois mercados que Coben chama de mais atrativos do país — PJM e Texas. Os investidores da LS Power ficam com 11% da NRG, sua maior posição acionária.
Movimentos menores empilham a mesma estratégia: US$ 560 milhões pelas usinas da Rockland Capital no Texas em março e por projetos do Texas Energy Fund, juntos cerca de 4 gigawatts no Texas — o suficiente, diz Coben, para abastecer toda a carga de varejo da NRG no Texas com geração própria pela primeira vez.
O caso de demanda é deliberadamente conservador: as projeções da NRG colocam zero crescimento de data centers nos números, resultando em crescimento anual composto de EPS de 10% a 14% "sem data centers ou outras adições significativas de grande carga". Se os data centers chegarem, Coben descreve uma oferta de três pilares — produtos de energia de longo prazo, 36 locais potenciais para usinas ou colocation, e mais de 5 gigawatts de capacidade de turbinas reservada com a GE Vernova e a Kiewit — além de um portfólio que deve operar com 75% a 85% de gás.
Ação em alta de 75% em 2025, ~240% desde novembro de 2023 — a de melhor desempenho do S&P 500; frota de gás efetivamente dobrada; crescimento de EPS projetado em 10%-14% sem data centers.
Comprar a cerca de metade do custo de construção nova limita o risco de queda enquanto o mercado se aperta — capacidade, não esperança, é a proteção.
O sinal de demanda vem do próprio livro da NRG: a segunda maior carteira de eletricidade C&I, o maior fornecedor residencial no Texas e o maior fornecedor de gás C&I, com contato diário.
O alinhamento do vendedor reduziu o risco do preço: a LS Power, receosa de um mercado de IPO volátil, manteve 11% da empresa combinada.
O plano supera seu obstáculo sem o boom de data centers — zero assumido —, tornando qualquer demanda impulsionada por IA um ganho puramente adicional.
A frota adquirida é mais jovem, com cerca de um gigawatt de potencial de upgrade de peaker para CCGT já identificado.
Uma aposta conservadora ainda é uma aposta: precifique o ativo a metade do custo de reposição, estresse o caso de demanda até zero, e você pode se dar ao luxo de chegar cedo a um boom do qual não precisa.
Na data da entrevista de maio de 2025, o acordo com a LS Power estava assinado mas pendente de conclusão, com a ação da NRG sendo a de melhor desempenho do S&P 500 no acumulado do ano (números autodeclarados na entrevista). A aquisição da Rockland havia sido concluída em março de 2025, e Coben esperava que todos os três projetos do Texas Energy Fund fossem concluídos e construídos.
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As fontes
- NRG CEO Larry Coben rides the power wave as the top performing stock in the S&P 500 for 2025 Fortune · fortune.com ·