Em um perfil da Business Insider Africa de novembro de 2025, a Oando PLC, empresa nigeriana de energia há muito associada tanto a expansões ousadas quanto a duras batalhas corporativas, foi descrita como tendo registrado sua recuperação mais forte em mais de uma década. O artigo afirma que a empresa operava com patrimônio líquido negativo, lidava com disputas regulatórias, dívidas legadas e interrupções no fornecimento, e que disputas entre acionistas vinham minando a confiança dos investidores.
A parte do balanço: os acionistas aprovaram uma recapitalização para converter até US$ 300 milhões de dívida em capital próprio, captar até ₦500 bilhões em novo capital e lançar um programa de títulos de US$ 1,5 bilhão. A empresa também havia reestruturado partes de sua dívida de longa data e obtido uma linha de crédito de US$ 375 milhões para perfuração e infraestrutura.
A parte de governança: em um ano, a Oando nomeou um novo presidente do conselho, três diretores não executivos, um diretor executivo para Serviços Corporativos e um diretor de conformidade. A parte de ativos: integrou os ativos da joint venture NAOC comprados no ano anterior (40 campos descobertos, 24 em produção; 1.500 km de dutos; as usinas Kwale-Okpai de 960 MW) e assumiu a operação de grandes ativos em terra. Suspendeu a comercialização de gasolina depois que a Refinaria Dangote mudou o mercado.
Os resultados não auditados de nove meses de 2025 mostraram produção 59% maior, chegando a 38.121 barris de óleo equivalente por dia (petróleo bruto 61% maior), lucro após impostos de ₦201,3 bilhões contra ₦76,3 bilhões um ano antes, capex 178% maior e 21 cargas de petróleo bruto negociadas contra 15. Metas: cerca de 100.000 barris de petróleo e 1,5 bilhão de pés cúbicos de gás por dia até 2030, com capex planejado de US$ 2 a 2,5 bilhões.
Produção de nove meses de 2025 59% maior, chegando a 38.121 boepd, e lucro após impostos de ₦201,3 bilhões contra ₦76,3 bilhões um ano antes
O patrimônio líquido negativo e a dívida legada limitavam o que a Oando podia financiar, então a recapitalização veio primeiro.
Anos de disputas entre acionistas haviam corroído a confiança dos investidores; um novo presidente do conselho, diretores e um diretor de conformidade tinham o objetivo de institucionalizar a supervisão.
Os ativos da NAOC, à medida que as petroleiras internacionais se retiram das operações em terra na Nigéria, deram à empresa escala, reservas e capacidade de operação que ela não tinha antes.
A recuperação do balanço só é crível quando a governança é reconstruída em paralelo: novos diretores, um diretor de conformidade e um plano financiado para crescer, não apenas uma troca de dívida por capital.
O artigo para no plano, não na prova: observa que a Oando ainda enfrenta riscos de segurança no Delta do Níger, volatilidade cambial e altos custos de financiamento locais, e que as metas de produção para 2030 dependem de acesso consistente a capital e de execução de projetos mais rigorosa. Se a recuperação é uma transformação duradoura ou um ponto de inflexão dependeria, segundo o texto, da entrega.
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As fontes
- Oando's second act: Inside the ambitious rebuild of one of Nigeria's biggest energy players Business Insider Africa · africa.businessinsider.com ·