O St. Joseph's Regional Medical Center, em Paterson, NJ, reconstruiu o atendimento da dor em seu pronto-socorro em torno do que os médicos chamam de alternativas em primeiro lugar: gás hilariante (óxido nitroso), bloqueios nervosos guiados por ultrassom para fraturas e acupuntura após a alta. A Dra. Alexis LaPietra, diretora médica de manejo da dor do departamento, disse à NPR que o jeito antigo tinha de acabar: 'O que vínhamos fazendo antes não tinha os melhores resultados... Vamos tentar um caminho diferente além dos comprimidos, que eu sei que são fáceis de tomar. Mas eles têm riscos.' O pronto-socorro fica onde, para muitos pacientes, a estrada para o vício começou.
O programa não era de abstinência. O chefe de medicina de emergência, Dr. Mark Rosenberg, disse à NPR: 'Não somos livres de opioides... Mesmo que sejam alternativas em primeiro lugar, usaremos qualquer medicação para dor de que precisarmos.' Entre os primeiros 300 pacientes nos primeiros dois meses do programa, 75% saíram do pronto-socorro sem precisar de opioides.
Especialistas externos consultados pela NPR viram promessa e ressalvas. A Dra. Jeanmarie Perrone, da Universidade da Pensilvânia, chamou aquilo de um passo na direção certa que outros hospitais só haviam tentado em menor escala, ao mesmo tempo que alertou que isso contraria uma cultura médica de longa data que equipara tratar a dor adequadamente a dar opioides, e pode atrair mais avaliações negativas dos pacientes. O neurologista de Rochester John Markman advertiu que qualquer programa de pronto-socorro deve manter os opioides como opção e aprender 'a usá-los com habilidade para minimizar os riscos à saúde pública.'
75% dos primeiros 300 pacientes nos primeiros dois meses do programa saíram do pronto-socorro sem precisar de opioides
O pronto-socorro era uma porta de entrada para o vício: os analgésicos prescritos ali iniciaram a dependência de muitos pacientes.
A cultura médica tratava os opioides como a medida do cuidado adequado da dor, então simplesmente querer prescrever menos não teria mudado nada.
O programa deu aos clínicos substitutos concretos — óxido nitroso, bloqueios nervosos guiados por ultrassom, acupuntura — em vez de apenas um aviso.
Alternativas em primeiro lugar, e não livres de opioides, mantiveram os pacientes com dor grave cobertos e preservaram o julgamento clínico.
O resultado inicial — 75 de cada 100 pacientes saindo sem opioides — deu ao modelo números que podiam viajar para outros hospitais.
Para mudar um padrão, substitua-o por uma alternativa viável — um protocolo de opções vence uma proibição que deixa clínicos e pacientes de mãos vazias.
O CDC havia publicado sua orientação nacional sobre prescrição de opioides em março de 2016, semanas antes da reportagem da NPR, e os médicos do St. Joseph's disseram esperar que o programa do pronto-socorro servisse de modelo para hospitais em todo o país. Os especialistas consultados pela NPR enquadraram o teste que estava por vir: se os hospitais que adotassem alternativas conseguiriam manter as pontuações de satisfação dos pacientes enquanto desmontavam uma cultura de prescrição construída em torno dos opioides.
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