A American Eagle Outfitters passou um ano reconstruindo sua cadeia de suprimentos para capturar vendas digitais e, em meados de 2021, o novo modelo estava operacional: vários centros de distribuição regionais inaugurados no trimestre anterior — centros em Boston, Los Angeles, Chicago e Jacksonville — operando ao lado dos principais centros de fulfillment da empresa. O COO Michael Rempell havia prometido em teleconferências de resultados anteriores que os centros trariam desempenho de entrega aprimorado, benefícios de custo e capacidade suficiente para administrar a demanda digital no segundo semestre do ano.
Os resultados apareceram rapidamente. Sob o novo modelo, a AEO reduziu a contagem de SKUs para focar nos 'estilos mais produtivos', retirou cerca de três semanas de estoque das lojas e o levou para a rede de centros para manter os níveis de disponibilidade, e cortou o número de remessas por pedido. As entregas aos consumidores foram 1,5 dia mais rápidas do que no 1º trimestre de 2019 e, como os envios de e-commerce agora se originavam em mercados locais — às vezes por transportadoras regionais —, os custos de entrega caíram. 'Reabastecemos as lojas muito mais rápido', disse Rempell. 'Enviamos aos clientes cerca de dois dias mais rápido.'
A flexibilidade omnichannel era o ponto: um único pool de estoque podia atender lojas e digital, de modo que o estoque total podia encolher mesmo com a melhora do serviço. No trimestre, o estoque geral das marcas Aerie e American Eagle estava 2% acima de 2019 — principalmente níveis mais altos da Aerie para atender à demanda — e quase 11% acima de 2020, enquanto o estoque da marca American Eagle caiu graças ao que a empresa chamou de suas 'iniciativas de otimização de estoque'.
As entregas foram 1,5 dia mais rápidas do que no 1º trimestre de 2019; o reabastecimento das lojas acelerou; os custos de entrega caíram à medida que os pedidos de e-commerce passaram a ser enviados de mercados locais.
O crescimento da demanda digital exigia velocidade de fulfillment e capacidade que a antiga rede, baseada apenas nos centros de distribuição principais, não conseguia entregar.
Os centros regionais colocaram o estoque perto dos clientes, cortando simultaneamente o custo da última milha e o tempo de trânsito.
Retirar semanas de estoque de segurança das lojas para centros compartilhados liberou estoque para atender os dois canais.
Cortar SKUs para os estilos mais produtivos tornou a rede menor e distribuída mais fácil de manter abastecida.
Mover o estoque para mais perto da demanda é uma jogada de física: os centros regionais trocam maior custo de instalação por menor custo de transporte — e permitem que um único pool de estoque atenda lojas e digital ao mesmo tempo.
Com os centros em operação, a empresa entrou no segundo semestre de 2021 alegando desempenho de entrega aprimorado, benefícios de custo e capacidade digital suficiente, e continuou se apoiando na receita e no lucro operacional recordes do primeiro trimestre da era 'Real Power. Real Comfort.'. O trade-off — maior custo de instalação por menor custo de transporte — foi aceito como o preço do modelo omnichannel.
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As fontes
- American Eagle cuts SKUs, speeds delivery with supply chain transformation Supply Chain Dive · supplychaindive.com ·