A Alok Industries, uma das maiores fabricantes têxteis integradas da Índia, entrou em insolvência em julho de 2017 após o SBI apresentar uma petição; os credores reivindicavam mais de ₹23.000 crore. O NCLT de Ahmedabad admitiu a empresa sob a IBC como um dos primeiros grandes casos de inadimplência do país e, em abril de 2018, ela estava próxima da liquidação.

O primeiro leilão fracassou: apenas 72% dos credores financeiros apoiaram o plano conjunto de ₹5.000 crore da Reliance Industries e da JM Financial Asset Reconstruction Company, abaixo dos 75% então exigidos, e a proposta ficou próxima do valor de liquidação da Alok, de ₹4.000 crore. Depois que o limite de aprovação da IBC foi reduzido para 66%, o tribunal permitiu uma segunda rodada e, em 8 de março de 2019, o mesmo plano de ₹5.000 crore foi aprovado para as fábricas da Alok em Silvassa, Vapi, Navi Mumbai e Bhiwandi.

A implementação veio em 2020: a RIL ficou com 37,7% por meio de uma alocação de ações de ₹250 crore mais ações preferenciais, e o conselho foi recomposto em setembro de 2020, com a RIL em 40% e a JM ARC em 35%. As operações se recuperaram — as vendas do exercício de 2022 cresceram 91%, para ₹7.151 crore, com EBITDA de ₹612 crore e lucro em caixa de ₹161 crore —, embora o ciclo de baixa do setor têxtil tenha trazido novos prejuízos no exercício de 2023.

A Alok evitou a liquidação; no exercício de 2019, passou de um prejuízo de ₹18.207 crore para um lucro de ₹2.284 crore, e as vendas do exercício de 2022 subiram 91%, para ₹7.151 crore, com EBITDA de ₹612 crore.

A proposta da RIL-JM ARC ficou próxima do valor de liquidação, mantendo fábricas e marcas vivas em vez de desmembrá-las.

A redução do limite de aprovação da IBC para 66% permitiu que os credores aprovassem um plano que já haviam apoiado com 72%.

A injeção de capital de ₹250 crore e a emissão de preferenciais recapitalizaram uma empresa cujo patrimônio líquido havia sido zerado.

A capacidade de 68.000 toneladas de fios e 170.000 toneladas de poliéster deu aos novos proprietários uma base para retomar as vendas.

Uma proposta de resgate próxima do valor de liquidação pode funcionar quando o comprador vê valor em fábricas que outros desvalorizam — mas corrigir o capital é apenas o começo; mercados cíclicos podem levar a empresa resgatada de volta a prejuízos.

Até 2023, a Reliance detinha cerca de 40% e a JM Financial ARC, 35%. A recuperação do exercício de 2022 — vendas 91% maiores, a ₹7.151 crore — provou que as fábricas podiam voltar a operar, mas a empresa voltou a registrar prejuízos no exercício de 2023 com a virada do ciclo têxtil, com prejuízos acumulados de cerca de ₹21.000 crore em dezembro de 2022. A recuperação foi real, mas incompleta: um balanço saneado e operações reiniciadas sob um proprietário forte, ainda sem uma sequência duradoura de lucros.

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As fontes

  1. Reliance-JM Financial ARC's ₹5,000-crore plan for Alok Industries gets NCLT's blessings The Hindu BusinessLine · thehindubusinessline.com ·
  2. NCLT approves RIL-JM Financial ARC plan to acquire Alok Industries Moneycontrol (PTI) · moneycontrol.com ·
  3. Reliance Industries acquires 37.7% stake in Alok Industries The Hindu BusinessLine · thehindubusinessline.com ·
  4. Alok Industries accumulated losses at Rs 21,000 crore Insolvency Tracker · insolvencytracker.in ·