Quatorze aeroportos regionais da Grécia — as portas de entrada da sua economia turística no Egeu, em Creta, na Grécia continental e nas ilhas Jônicas — eram administrados pelo Estado. O Fundo de Desenvolvimento de Ativos da República Helênica conduziu uma licitação internacional para o direito de modernizar, manter, administrar e operar esses aeroportos, divididos em dois grupos de sete, e adjudicou ambos a um consórcio formado pela Fraport AG Frankfurt Airport Services Worldwide e pela Slentel Limited, do grupo Copelouzos. Os contratos de concessão foram assinados com o Estado grego em 14 de dezembro de 2015.
A estrutura é o ponto central. A Grécia não vendeu os aeroportos: a propriedade da infraestrutura permaneceu com o Estado, e as instalações revertem para ele quando a concessão expira. O que foi vendido foi tempo e desempenho — dois acordos de 40 anos, redigidos como quarenta mais dez, em troca de um pagamento único de 1.234.000.000 de euros, um aluguel anual garantido de 22,9 milhões de euros reajustado a cada ano pela inflação, e uma taxa variável durante toda a vigência de 28,2% do EBITDA para o Grupo A e 28,94% para o Grupo B.
A transferência operacional ocorreu dezesseis meses depois, em 11 de abril de 2017. A concessionária assumiu um programa de modernização dos aeroportos com duração de quatro anos, que o fundo estatal registra como concluído antes do previsto, com investimentos superiores a 440 milhões de euros nos primeiros quatro anos e uma estimativa de 1,4 bilhão de euros ao longo do prazo de quarenta anos. Assumiu também uma obrigação de serviço redigida nas unidades de outra entidade: cumprir os critérios de Nível C definidos pela IATA e manter esses níveis de serviço durante toda a vigência da concessão.
Para a Fraport, a maior operadora de aeroportos da Alemanha, foi uma mudança de patamar em seu portfólio internacional — quatorze aeroportos em um único contrato, em um dos maiores mercados turísticos da Europa —, assumida em conjunto com um parceiro local capaz de conduzir o lado grego da relação. O presidente da Fraport, Stefan Schulte, afirmou que o projeto evidenciava o conhecimento técnico que a empresa poderia trazer a quatorze portas de entrada vitais para a economia e o setor de turismo da Grécia; Dimitris Copelouzos chamou o turismo de indústria pesada da Grécia.
1,234 bilhão de euros em pagamento único ao Estado, 22,9 milhões de euros por ano de aluguel garantido mais 28,2–28,94% do EBITDA, e mais de 440 milhões de euros em modernizações nos primeiros quatro anos.
Modernizar quatorze aeroportos de uma só vez exigia capital e conhecimento operacional que o Estado grego não tinha, razão pela qual a licitação foi internacional.
Vender a operação em vez do ativo manteve a propriedade e a cláusula de reversão nas mãos do Estado, ao mesmo tempo que levantou 1.234.000.000 de euros em dinheiro imediatamente.
Combinar um aluguel anual fixo indexado à inflação com uma participação no EBITDA deu ao Estado tanto um piso quanto um potencial de ganho adicional conforme o desempenho dos aeroportos.
Redigir o padrão de serviço como Nível C da IATA tornou o desempenho mensurável por um terceiro, em vez de discutível entre o Estado e o operador.
Dividir a licitação em dois grupos de sete, com um grupo grego dentro do consórcio, manteve um negócio desse porte administrável política e operacionalmente.
Conceder a operação, manter o ativo. Um arrendamento de 40 anos com uma obrigação de nível de serviço da IATA e reversão ao término transformou um passivo estatal em uma anuidade sem abrir mão da propriedade.
As operações foram transferidas em 11 de abril de 2017 e o programa de modernização de quatro anos terminou antes do prazo permitido pelo contrato, com mais de 440 milhões de euros investidos nesse período, contra uma estimativa de 1,4 bilhão de euros ao longo da concessão. A Grécia manteve o ativo: a infraestrutura e as instalações revertem ao Estado no vencimento, e a concessão dura quarenta mais dez anos, de modo que o Estado recebe o pagamento único de 1.234.000.000 de euros, o aluguel de 22,9 milhões de euros indexado à inflação e sua participação de 28,2 a 28,94 por cento do EBITDA, enquanto outra parte opera, reconstrói e é obrigada a cumprir o Nível C da IATA em todos os quatorze.
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As fontes
- 14 Regional Airports — concession of two groups of seven regional airports to Fraport AG and Slentel Limited (Copelouzos Group) Hellenic Republic Asset Development Fund / Hellenic Growth Fund (growthfund.gr) · growthfund.gr
- Fraport gets Greek airports Deutsche Welle · dw.com