O GPA informou ao mercado em 22 de fevereiro de 2024 que havia fechado 11 lojas entre outubro e dezembro de 2023 — quatro Pão de Açúcar, três Extra Mercado, duas Mini Extra e duas Minuto Pão de Açúcar —, restando 767 unidades no Brasil. Na teleconferência com analistas, o CEO Marcelo Pimentel disse que três ou quatro dos fechamentos eram temporários e o restante eram unidades com desempenho abaixo do esperado.
Os fechamentos foram a ponta final de uma revisão maior que o GPA havia anunciado em dezembro: o prazo para abrir 300 novas lojas Pão de Açúcar passou de 2024 para 2026. O plano anterior, elaborado para 2022–2024, havia chegado a apenas 121 lojas até setembro de 2023 e a 133 após o quarto trimestre. O GPA enquadrou a mudança como "otimização do nível de investimento da companhia, visando o melhor retorno possível para o acionista, diante das condições de mercado mais recentes".
Os números por trás do recuo mostravam a lógica: 2023 reverteu as perdas de margem de 2022, com a margem bruta subindo de 24,8% para 25% (quarto trimestre: de 22,6% para 25,7%) e a margem EBITDA de 6,6% para 6,8% — de 5,9% para 7,7% no trimestre. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 907 milhões, uma melhora de R$ 1,4 bilhão frente à deterioração de R$ 532 milhões em 2022. "Voltamos ao básico bem feito", disse Pimentel, chamando 2024 de último ano da recuperação iniciada em 2022. As vendas em mesmas lojas correram mais fortes nos formatos de proximidade (5,6%) do que no Pão de Açúcar (4,2%), em parte porque as categorias do Pão de Açúcar registraram deflação mais intensa.
A margem bruta de 2023 subiu de 24,8% para 25% e o EBITDA de 6,6% para 6,8% (4º tri: de 5,9% para 7,7%); o fluxo de caixa operacional atingiu R$ 907 milhões — uma variação de R$ 1,4 bilhão frente a 2022.
Unidades com desempenho abaixo do esperado ainda consumiam capital: onze lojas fechadas em um único trimestre, a maioria abaixo do desempenho esperado.
O plano de 300 lojas estava em 133 lojas no ano de seu prazo, então o cronograma, e não a ambição, teve de ceder.
A administração escolheu retorno em vez de ritmo, citando a otimização do nível de investimento para o melhor retorno possível ao acionista.
Quando o prazo chega antes do número de lojas, mude o prazo no papel antes que o fluxo de caixa o obrigue a mudá-lo de fato.
O GPA entrou em 2024 com dívida líquida de R$ 2,18 bilhões, incluindo recebíveis não previstos — alta de R$ 159 milhões no ano —, mas com alavancagem estável em 1,7x o EBITDA (1,8x em 2022), à medida que o crescimento do EBITDA manteve o índice sob controle. Pimentel enquadrou 2024 como o último ano da recuperação.
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As fontes
- GPA fecha lojas no fim de 2023 e altera plano de expansão Valor Econômico · valor.globo.com ·