A Grundfos começou em 1945, quando o engenheiro dinamarquês Poul Due Jensen, incapaz de encontrar uma bomba boa o suficiente para irrigar uma fazenda local, construiu uma ele mesmo no porão. Em cinco anos ele já exportava, e na década de 1970 a empresa enfrentava a clássica questão familiar sobre o que aconteceria a seguir.
Sem muita discussão familiar, Jensen colocou a participação majoritária da empresa na Fundação Poul Due Jensen em 1975. A família manteve uma participação de 15%, enquanto um conselho de oito membros, com quatro assentos familiares, supervisionava a estratégia de longo prazo e direcionava os dividendos para causas ligadas à água, à pesquisa e a causas sociais.
Jensen morreu pouco depois, e seu filho Niels tornou-se CEO. Niels concentrou-se em inovação, excelência técnica e desenvolvimento de novos produtos, e impulsionou a empresa em direção a bombas energeticamente eficientes e movidas por eletrônica. Quando se aposentou como CEO em 2003, a Grundfos havia se tornado líder mundial em tecnologia de bombas d'água, com uma grande força de trabalho e presença em 59 países.
Niels tornou a Grundfos líder mundial em tecnologia de bombas d'água, com presença em 59 países e um horizonte de longo prazo sob propriedade de fundação.
A legislação dinamarquesa significava que uma falha no controle familiar poderia ter forçado uma venda, então a fundação eliminou esse risco.
Separar a propriedade da gestão familiar permitiu que os melhores executivos comandassem a empresa.
Niels e, depois, CEOs não familiares puderam investir no longo prazo em vez de buscar dividendos familiares de curto prazo.
A fundação deu à empresa um propósito além da família, sobrevivendo a saídas posteriores de parentes motivadas por liquidez.
Colocar a propriedade em uma fundação e deixar um gestor competente da segunda geração comandá-la pode impedir que uma empresa familiar se fragmente na sucessão.
Depois que Niels se aposentou em 2003, três CEOs não familiares comandaram a Grundfos, e seu filho Poul foi escolhido como CEO em 2020. Com o tempo, membros da família venderam ações para a fundação, reduzindo a participação familiar para abaixo de 10%, mas a empresa permaneceu independente e continuou sendo a principal fabricante mundial de bombas d'água.
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As fontes
- Grundfos (B): Solved in a better way Harvard Business School · store.hbr.org ·
- The history of Grundfos Grundfos · grundfos.com ·