Hans Stern, imigrante judeu-alemão que fugiu da Alemanha nazista, fundou a H. Stern no Brasil em 1945 e a construiu em torno das gemas coloridas do país. Seu filho Roberto estudou economia, trabalhou em finanças e publicidade, e entrou na empresa pelo setor de correspondência após estudar no Gemological Institute of America.

Em 1991, Hans pediu a Roberto que supervisionasse as oficinas e lojas de São Paulo, o mercado mais lucrativo da empresa. Roberto redesenhou as coleções — menos é mais — e as lojas paulistas passaram a vender mais que as demais lojas brasileiras. Ele então reformulou o restante das lojas e reconstruiu a produção para que um artesão fizesse múltiplas tarefas; uma nova coleção que antes levava de um a dois anos passou a levar dois meses.

Cerca de oito anos depois, Hans reuniu seus quatro filhos para escolher um líder; dado o sucesso de Roberto na recuperação da empresa, eles o elegeram para o posto mais alto. Em 2003, a H. Stern tinha cerca de 160 lojas e vendas estimadas em US$ 300–500 milhões, e Roberto impulsionava a internacionalização da marca.

Começando pelo setor de correspondência, Roberto supervisionou 160 lojas e vendas estimadas em US$ 300–500 milhões; as novas coleções passaram de 1–2 anos para a cada dois meses.

Coleções enxutas e orientadas pelo design deram à marca uma mensagem clara.

A reforma da produção (um artesão, múltiplas tarefas) reduziu drasticamente os prazos das coleções.

A família resolveu a liderança por votação, evitando as brigas internas que destroem empresas familiares.

A internacionalização levou a marca reposicionada para além do Brasil.

Um sucessor pode reerguer uma empresa familiar fazendo do próprio produto a estratégia — Roberto reduziu as coleções a uma mensagem de marca clara e reconstruiu a produção em torno dos artesãos.

A H. Stern cresceu até se tornar um dos nomes de luxo brasileiros mais conhecidos do mundo, com lojas de Paris a Tóquio. Após a morte de Hans em 2007, Roberto continuou como chefe e a família manteve a propriedade; a transição dos anos 1990 é citada como o momento em que a joalheria foi modernizada.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. A Brazilian Star Shines Abroad Forbes Global · forbes.com ·
  2. Grife é pioneira no exterior, dizem analistas Folha de S.Paulo · www1.folha.uol.com.br ·