Em março de 2018, o CEO do Itaú CorpBanca, Milton Maluhy, detalhou como o banco formado pela fusão de 2016 entre o Itaú Chile e o CorpBanca chileno reverteria o desempenho de sua unidade colombiana, que havia registrado prejuízo líquido recorrente de 21,5 bilhões de pesos (US$ 36,1 milhões) em 2017, afetada por perdas com empréstimos e despesas operacionais.

A transformação seguiu duas frentes. Primeiro, a migração: todos os clientes e agências do CorpBanca Colômbia estavam sendo transferidos para a marca Itaú, com conclusão prevista para o fim de março. Segundo, o digital: um estudo de mercado orientou as estratégias de atacado e varejo com foco no digital, apoiadas por 20 equipes multidisciplinares e pelo que Maluhy chamou de estratégia ponta a ponta, "do back office ao front office". Até janeiro de 2018, 81% dos empréstimos parcelados de varejo eram vendidos pela internet ou pelo aplicativo, ante 9% em abril de 2016.

A meta para 2018 era atingir aproximadamente o equilíbrio operacional na Colômbia — "não é uma tarefa fácil, mas estamos trabalhando nisso", disse Maluhy —, com ROE consolidado almejado em cerca de 15% nos anos seguintes. No grupo, o banco reportou lucro líquido recorrente consolidado de 61,46 bilhões de pesos chilenos em 2017, ante 38,83 bilhões em 2016, enquanto planejava deliberadamente crescer abaixo do sistema bancário colombiano à medida que reprecificava sua carteira.

Os empréstimos parcelados de varejo vendidos online ou pelo aplicativo saltaram de 9% em abril de 2016 para 81% em janeiro de 2018; o lucro líquido recorrente do grupo subiu 58%, para 61,46 bilhões de pesos.

O banco resultante da fusão escolheu a distribuição digital como diferencial em um mercado onde não disputaria escala de varejo com os grandes bancos.

Migrar todos os clientes e agências colombianas para uma única marca consolidou duas identidades em uma só plataforma para o novo modelo.

Equipes multidisciplinares atuando do back office ao front office tornaram a mudança digital operacional, e não apenas cosmética.

Um crescimento mais lento e mais rentável foi uma escolha explícita: reprecificar a carteira importava mais do que perseguir participação de mercado.

Mude o canal antes de celebrar a marca: um salto de nove vezes nas vendas de empréstimos para os trilhos digitais veio da reconstrução dos processos de ponta a ponta, não apenas do lançamento de um aplicativo.

O banco esperava concluir a migração até o fim de março de 2018 e visava o equilíbrio operacional na Colômbia naquele ano. Maluhy disse que 2018 mostraria "o banco que queremos para nossos clientes e acionistas". A concessão de crédito no Chile tinha previsão de crescer 6–8%, com uma economia mais forte.

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As fontes

  1. Itaú CorpBanca outlines Colombia goals, sharpens focus on digital BNamericas · bnamericas.com ·