O ano fiscal de 2026 foi o ano do reset para a KMD Brands, controladora neozelandesa listada em bolsa das marcas Rip Curl, Kathmandu e Oboz. Na teleconferência de resultados coberta pelo SGB Media, o CEO Brent Scrimshaw chamou o FY26 de "um ano de recuperação": o grupo redefiniu o roteiro de produtos de cada marca, acelerou a inovação e o fluxo sazonal, e redefiniu o modelo operacional da Rip Curl nos Estados Unidos.
O corte mais profundo foi no produto. A KMD transferiu as equipes globais de criação de produtos da Rip Curl para a sede em Torquay e redefiniu todo o plano de linha, removendo mais de 2.000 SKUs em relação ao ano fiscal de 2025. A linha Archive, voltada ao público jovem, tornou-se a coleção mais vendida da marca no FY26, apoiada por uma segunda colaboração com a Farm Rio e uma cápsula Stephanie Gilmore. Nas lojas, o grupo agiu "rapidamente para fechar lojas com baixo desempenho", entregou o que Scrimshaw chamou de salto na lucratividade das lojas e abriu lojas em locais de praia em Ibiza e Lacanau sob a estratégia de segmentação.
O digital foi reconstruído, não apenas remendado: a Rip Curl migrou para a Shopify, junto com Klaviyo e um PIM, e um teste de envio a partir da loja deu resultado. As vendas online subiram 9,1%, para NZ$ 45,5 milhões, 13,3% do DTC da Rip Curl. Financeiramente, a margem bruta da Rip Curl ganhou 110 pontos-base, o EBITDA subjacente cresceu 12,2% com as vendas totais subindo 3,8%, para NZ$ 571,2 milhões, e o grupo economizou NZ$ 27,5 milhões em custos no ano — superando sua própria meta original, com a CFO Carla Webb-Sear afirmando que os investimentos em Shopify e envio a partir da loja "deram dividendos imediatos".
As vendas da Rip Curl no FY26 subiram 3,8%, para NZ$ 571,2 milhões, o EBITDA subjacente cresceu 12,2%, a margem bruta avançou 110 pontos-base e a economia de custos do grupo chegou a NZ$ 27,5 milhões — acima da meta original
Redefinir o plano de linha reduziu a complexidade: com mais de 2.000 SKUs a menos, a criação de produtos pôde se consolidar em Torquay e as estações passaram a fluir mais rápido.
Fechar lojas com baixo desempenho elevou a lucratividade da rede em vez de espalhar investimentos por locais fracos.
Assumir a base digital na Shopify, Klaviyo e PIM criou um marketplace escalável e produziu aumento imediato nas vendas.
Superar a meta publicada de economia de custos tornou a recuperação crível enquanto os investimentos em crescimento continuavam.
Linhas voltadas ao público jovem, como a Archive, combateram o envelhecimento da marca sem abandonar o cliente central do surfe.
Um reset conquista credibilidade ao superar seu próprio número principal: ultrapassar a economia prometida e combinar cortes com apostas em crescimento para que o resultado mostre disciplina e impulso ao mesmo tempo.
O FY27 começou fraco: nas primeiras sete semanas, as vendas comparáveis do DTC da Rip Curl subiram 1% em moeda constante (lojas da marca +4%, Ozmosis -12,1%), e um plano de correção está fechando cinco lojas Ozmosis com baixo desempenho. Uma revisão do conselho iniciada em maio de 2026, com assessoria da Deloitte e do Barclays, decidiu alienar a unidade fabril do grupo no Sudeste Asiático, transferir para o exterior parte dos serviços compartilhados selecionados e testou o interesse externo na Ozmosis — nenhuma proposta superou a racionalização da rede. O conselho também avalia um número limitado de abordagens externas indicativas e não vinculantes enquanto a administração executa o Next Level.
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As fontes
- EXEC: Inside the Rip Curl Reset and Year Ahead with KMD's CEO and CFO SGB Media · sgbonline.com ·