No verão de 2023, a Lyft avaliava vender seu negócio de micromobilidade após forte interesse de potenciais compradores. Em vez disso, o CEO David Risher optou por operá-lo. "As e-bikes em particular estão crescendo tão rápido globalmente. Seria uma insanidade não assumirmos isso nós mesmos", disse ele ao TechCrunch em setembro de 2024, citando crescimento de 65% ano a ano nas viagens de e-bike até agosto — metade das viagens da divisão.

O custo: cerca de 1% da equipe do lado de tecnologia demitida à medida que os recursos migraram de P&D para implantação, mais US$ 34–46 milhões em encargos de reestruturação, dos quais US$ 32–42 milhões referentes a alienação de ativos. A PBSC — fornecedora de estações que vende bicicletas compartilhadas como serviço em 49 mercados — e os oito sistemas próprios da Lyft, como Citi Bike e Divvy, foram fundidos em uma Lyft Urban Solutions renomeada, sob o chefe de operações Michael Brous. Os serviços sem estações fixas em Washington DC e Denver foram descontinuados em favor de um modelo com estações fixas e conectadas à rede elétrica que a Lyft afirma ser preferido pelas cidades, enquanto as scooters Spin e Bird continuam reserváveis no aplicativo da Lyft.

A unidade é pequena — a micromobilidade representou cerca de 8% das 709 milhões de viagens da Lyft em 2023 —, mas a aritmética ajudou: a Lyft estimou cerca de US$ 20 milhões por ano de benefício recorrente e classificou a divisão como contribuinte líquida. No segundo trimestre de 2024, o prejuízo operacional da empresa caiu para US$ 27 milhões, ante US$ 159 milhões um ano antes, e ela registrou US$ 5 milhões de lucro líquido, contra um prejuízo de US$ 114 milhões.

Viagens de e-bike cresceram 65% ano a ano; US$ 34–46 milhões em encargos pontuais compraram um benefício recorrente estimado em US$ 20 milhões por ano de uma unidade "contribuinte líquida"

As viagens de e-bike cresciam 65% ano a ano — o argumento de crescimento para operar superou o de vender.

Estações fixas conectadas à rede elétrica tornam-se infraestrutura urbana, consolidando parcerias municipais de longo prazo que as scooters sem estações não conseguem.

A fusão do fornecedor de hardware com os operadores encerrou a separação entre vender sistemas e operá-los.

Recursos migraram de P&D para implantação a fim de padronizar hardware e software entre as cidades.

Quando uma unidade deficitária atrai compradores, pergunte por que eles a querem: assumir a operação pode superar a venda se o crescimento for real

A Lyft afirmou que a unidade reestruturada contribuiria com cerca de US$ 20 milhões por ano. No conjunto da empresa, o trimestre do anúncio mostrou a recuperação mais ampla: os prejuízos operacionais caíram para US$ 27 milhões, ante US$ 159 milhões um ano antes, e o lucro líquido tornou-se positivo em US$ 5 milhões. A Lyft continuou construindo estações de acoplamento modulares movidas a energia solar que carregam tanto bicicletas quanto scooters.

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As fontes

  1. Why Lyft's CEO says 'it would be insane' not to go all in on bikeshare TechCrunch · techcrunch.com ·