A XPO Logistics era o roll-up mais rápido do setor de frete: US$ 702 milhões de receita em 2013 tornaram-se US$ 7 bilhões no fim de 2015, impulsionados por aquisições — mais recentemente a compra da Con-way em 2015 — e ela levantou outros US$ 7 bilhões somente no primeiro semestre de 2016. Mas o mercado de frete como um todo sofria com demanda reduzida e concorrência pesada, e os ativos de carga completa da XPO estavam no ponto errado do ciclo.

No fim de outubro de 2016, a XPO anunciou a venda de sua operação de carga completa na América do Norte para a canadense TransForce por US$ 558 milhões; o Wall Street Journal contabilizou 3.000 cavalos mecânicos, 7.500 reboques e 29 localidades trocando de mãos, ativos inicialmente adquiridos por meio do negócio com a Con-way. A XPO disse que buscava reduzir seus serviços para se concentrar em áreas onde pudesse obter vantagem competitiva, notadamente o mercado de less-than-truckload, e pretendia usar o produto da venda para pagar dívida.

Os mesmos ativos serviram à aposta oposta do comprador: a TransForce, somando à sua frota existente, candidatou-se a se tornar uma provedora de carga completa em toda a América do Norte, com novo peso no corredor de frete do México. A Supply Chain Dive interpretou ambos os lados como apostas — a TransForce comprando escala em carga completa em um mercado fraco, a XPO migrando para LTL justamente quando os mercados caminhavam para tamanhos menores de embarque.

US$ 558 milhões em produto de caixa prometidos para cortar dívida e elevar o retorno sobre o capital; 3.000 cavalos mecânicos, 7.500 reboques e 29 localidades transferidos.

A carga completa era a exposição cíclica errada: reduções de demanda em todo o setor e concorrência pesada atingiram com mais força a capacidade de TL de commodity.

O LTL era o mercado estruturalmente melhor à medida que os tamanhos de embarque encolhiam, e a XPO alegava ter vantagem competitiva ali.

Havia um comprador estratégico: a consolidadora TransForce pagaria US$ 558 milhões por escala transfronteiriça, incluindo o corredor do México.

O roll-up havia se alavancado: o produto da venda foi destinado a reduzir dívida e aumentar o retorno sobre o capital, reparando o que o rápido M&A custou.

Um roll-up só compensa se você o poda: vender a peça cíclica para um comprador em consolidação financia o balanço em um mercado fraco e concentra capital onde reside o poder de precificação.

O negócio transferiu 3.000 cavalos mecânicos, 7.500 reboques e 29 localidades para a TransForce, que com o acréscimo tornou-se uma presença substancial no corredor de frete do México. A XPO direcionou os US$ 558 milhões para redução de dívida, conforme declarado em seu anúncio. Ambos os movimentos foram enquadrados como apostas na época: a TransForce absorvendo capacidade de carga completa em meio à demanda fraca, a XPO apostando o futuro no less-than-truckload.

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As fontes

  1. XPO bets on LTL, sells TL portfolio to TransForce Supply Chain Dive · supplychaindive.com ·