O Access Bank operava na Nigéria desde 1989, mas havia crescido pouco: em 2001, tinha apenas 27 agências e ocupava a 65ª posição entre 89 bancos, com retornos ruins para os investidores. Em março de 2002, dois executivos do Guaranty Trust Bank, Aigboje Aig-Imoukhuede e Herbert Wigwe, assumiram o banco — Aig-Imoukhuede como diretor-gerente e Wigwe como seu adjunto.
Em vez de uma reforma discreta, eles estabeleceram um mandato explícito de cinco anos — reposicionar o Access como um dos principais bancos da Nigéria até março de 2007 — e montaram uma nova equipe de gestão para reestruturar e reorientar a instituição. Muitos consideraram a meta impossível, dada a posição do banco na época.
A agenda deu resultados quase imediatamente: no primeiro ano, o banco dobrou seu balanço patrimonial e registrou ₦1 bilhão de lucro antes dos impostos, mais do que seu lucro acumulado nos doze anos anteriores. Uma colocação posterior de GDRs de US$ 250 milhões foi subscrita em 700% acima da oferta.
Primeiro ano: o balanço patrimonial dobrou e o lucro antes dos impostos atingiu ₦1 bilhão, mais do que o lucro acumulado dos 12 anos anteriores; o Access posteriormente se tornou o maior banco da Nigéria em ativos.
Os compradores escolheram um banco estável, mas pequeno, em vez de um em dificuldades, de modo que a energia da gestão foi direcionada ao crescimento, não ao combate a incêndios.
Um mandato público de cinco anos com prazo definido forçou a urgência e deu aos funcionários e investidores um placar mensurável.
O recrutamento de uma equipe experiente do segmento de alto nível da banca nigeriana importou a disciplina operacional que o pequeno banco não tinha.
Aquisições consecutivas — o Intercontinental Bank em 2011 e o Diamond Bank em 2019 — converteram a recuperação em liderança em escala.
Comprar uma franquia de escala insuficiente, mas estável, e impor um mandato disciplinado de cinco anos pode superar começar do zero — a licença, as agências e a equipe são a parte difícil de replicar.
O Access Bank adquiriu o Intercontinental Bank em 2011 e se fundiu com o Diamond Bank em 2019, criando um dos maiores bancos da África em ativos e base de clientes; o patrimônio líquido dos acionistas ultrapassou ₦2,5 trilhões, com mais de 920.000 acionistas. Wigwe, CEO desde 2014, morreu com a esposa e o filho em um acidente de helicóptero em fevereiro de 2024. O grupo está perseguindo um plano para ser um dos cinco maiores bancos africanos até 2027.
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As fontes
- The Access Bank journey of resilience, transformation and innovation Nairametrics · nairametrics.com ·
- From acquiring banks to establishing University, Herbert Wigwe's legacy endures BusinessDay · businessday.ng ·