A Ascension, maior operadora hospitalar sem fins lucrativos do país, administrava 151 campi hospitalares com suas subsidiárias organizadas sob uma divisão de soluções, enquanto o braço de prestação de cuidados de saúde operava sob seu próprio guarda-chuva. O cenário estava mudando: as internações hospitalares caíam em todo o setor à medida que o cuidado se deslocava para fora dos muros do hospital, e o primeiro trimestre do ano fiscal de 2019 do sistema mostrou quedas em categorias-chave de internação ao lado de uma alta ambulatorial. Os serviços ambulatoriais haviam alcançado 53% da receita total de pacientes, e fornecedores varejistas não tradicionais estavam drenando pacientes com cuidado mais rápido e mais barato.
Em janeiro de 2019, o CEO Anthony Tersigni anunciou uma reestruturação para criar uma organização "mais achatada". A linha entre as divisões de saúde e de soluções foi apagada de imediato para eliminar silos. A partir de 1º de julho, três posições executivas desaparecem: o CEO da divisão de saúde, Pat Maryland, o CEO da Ascension Holdings, John Doyle, e o diretor clínico David Pryor. O conselheiro geral Joseph Impicciche assume o novo cargo de diretor de operações. Por trás disso está o pivô estratégico: do cuidado em campus hospitalar para a saúde comunitária por meio de pontos de acesso rápido, com milhões cortados do orçamento.
O pivô teve atrito. Em Washington, D.C., os planos de essencialmente fechar o hospital de 283 leitos do sistema atraíram resistência; após uma reação negativa, a Ascension concordou em manter o pronto-socorro aberto até abril, enquanto o local se afasta do cuidado agudo em direção à saúde populacional. As finanças, porém, estavam se movendo na direção certa: o lucro operacional subiu drasticamente de US$ 11,5 milhões um ano antes para US$ 36,4 milhões no trimestre mais recente encerrado em 30 de setembro.
O lucro operacional do trimestre encerrado em 30 de setembro de 2018 subiu para US$ 36,4 milhões, ante US$ 11,5 milhões um ano antes; o ambulatorial atingiu 53% da receita de pacientes.
O ambulatorial havia alcançado 53% da receita de pacientes enquanto categorias-chave de internação caíam — o organograma ainda defendia um modelo de campus hospitalar que os números já haviam deixado para trás.
Novos entrantes do varejo estavam drenando pacientes com cuidado mais rápido e mais barato, então pontos de acesso, e não leitos, precisavam se tornar a unidade da estratégia.
Separar subsidiárias sob uma divisão de soluções do braço de prestação criava silos; fundi-las achata as decisões na direção da saúde comunitária.
A estrutura segue a estratégia: quando o cuidado deixa os muros do hospital, funda as divisões e corte a camada executiva que defende o modelo antigo.
A fusão das divisões entrou em vigor imediatamente; os três cargos executivos terminam em 1º de julho de 2019, quando o conselheiro geral Joseph Impicciche assume a nova posição de diretor de operações. Em Washington, D.C., o pronto-socorro do hospital de 283 leitos permanece aberto até abril enquanto os serviços se encerram em direção à saúde populacional. A reestruturação ocorre ao lado de um programa de custos que corta milhões do orçamento.
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As fontes
- Ascension eliminates exec positions amid restructuring Healthcare Dive · healthcaredive.com ·