A Dealt nasceu como Mon Super Voisin, um típico marketplace francês de freelancers para tarefas domésticas: encontrar um "vizinho" para instalar uma TV, montar móveis ou fazer uma limpeza profunda na casa. O modelo tinha uma falha estrutural. Eram trabalhos pontuais que não geravam clientes recorrentes — e, quando os clientes encontravam um jardineiro ou faxineiro de que gostavam, muitas vezes contornavam a plataforma e pagavam a pessoa diretamente.

Uma análise do negócio mostrou onde estava a demanda real. "Mais de dois terços das solicitações dos nossos usuários na época do Mon Super Voisin eram, na verdade, de clientes do varejo que precisavam de ajuda depois de comprar algo", disse ao TechCrunch o cofundador e CEO Mickael Braconnier — quem compra uma máquina de lavar também precisa que ela seja levada para o andar de cima e instalada. Então a Dealt se reconstruiu como uma plataforma de serviços white-label para varejistas, começando pela rede francesa de bricolagem Mr. Bricolage: ela criou a oferta de entrega e instalação da rede para luminárias, trilhos de cortina, torneiras misturadoras, vasos sanitários e boxes de banheiro.

Antes da Dealt, algumas lojas do Mr. Bricolage simplesmente entregavam ao cliente o cartão de visita de um artesão próximo: sem preço conhecido de antemão e sem nenhuma comissão para a loja. A empresa após o pivô funciona, em vez disso, com a economia de uma SaaS por assinatura — uma taxa de implantação e depois uma mensalidade proporcional ao número de lojas que usam suas ferramentas e seu marketplace, com os varejistas ficando com uma parte de cada transação. Jardineiros que trabalham com Jardiland, Truffaut e Botanic preenchem os invernos de baixa demanda; Fnac Darty, Orange, E.Leclerc, Conforama, Boulanger e Rue du Commerce vendem por meio dela serviços de reparo, transferência de dados e revenda.

Em meados de 2024, a Dealt contava com 10.000 prestadores de serviços, 500 lojas de varejo e 40 clientes de e-commerce, e fechou uma rodada de €6 milhões liderada pela La Poste Ventures (XAnge), com a participação de GO Capital, One Green, Holnest, Neo Founders e investidores-anjo.

Uma rodada de €6 milhões liderada pela La Poste Ventures (XAnge); em meados de 2024, a Dealt trabalhava com 10.000 prestadores de serviços, 500 lojas de varejo e 40 clientes de e-commerce.

Tarefas domésticas pontuais não geravam clientela recorrente, e os clientes que encontravam um jardineiro ou faxineiro passavam a contratá-lo diretamente na vez seguinte, drenando o marketplace.

Dois terços das solicitações já eram necessidades de varejo pós-compra, então a demanda existia o tempo todo no lado varejista da transação.

Os varejistas não tinham como precificar ou monetizar a instalação — alguns distribuíam cartões de visita de artesãos e perdiam a venda para concorrentes mais bem equipados.

Uma SaaS por assinatura para varejistas alinha os incentivos e escala com o número de lojas, ao contrário de um marketplace de consumidores que paga por trabalhos pontuais.

Quando os clientes contornam seu marketplace, observe o que eles estavam realmente comprando: o pivô que sobrevive é o que segue a solicitação, não o produto.

A Dealt fechou sua rodada de €6 milhões liderada pela La Poste Ventures (XAnge), com a participação de GO Capital, One Green, Holnest, Neo Founders e um grupo de investidores-anjo. A empresa relatou 10.000 prestadores de serviços, 500 lojas de varejo e 40 clientes de e-commerce, e planejava expandir para Bélgica, Suíça e Espanha a partir do ano seguinte. Braconnier apresentou o pivô como uma lição para fundadores em estágio inicial que percebem que um pivô é necessário, mas hesitam em abandonar seu produto original.

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As fontes

  1. Dealt turns retailers into service providers and proves that pivots sometimes work TechCrunch · techcrunch.com ·