Antes do HolaCode, muitos mexicanos deportados retornavam com formação educacional nos EUA e fluência em inglês, mas encontravam poucas oportunidades além de call centers de baixa remuneração, e suas credenciais norte-americanas frequentemente não podiam ser validadas no México.
Fundado em 2017, o HolaCode oferece um bootcamp de cinco meses em inglês, adaptado do Galvanize/Hack Reactor, acrescentando dois meses de fundamentos; formados como Fernando Figueroa agora ganham o dobro do salário médio do México e vivem no código postal de maior renda do país, demonstrando um caminho viável para a mobilidade ascendente de migrantes retornados.
Os participantes ganham salários equivalentes ao dobro da média do México, trabalham no código postal de maior renda do país e conquistam empregos de tecnologia que proporcionam mobilidade ascendente.
Os migrantes retornados possuem proficiência em inglês e experiência de trabalho nos EUA, mas enfrentam barreiras para ter sua formação estrangeira reconhecida no México.
O crescente setor de tecnologia do México demanda desenvolvedores que falem inglês, criando uma oportunidade de mercado para talentos bilíngues.
O modelo de empresa social do HolaCode alinha lucro com impacto social, usando as mensalidades do bootcamp para financiar a capacitação enquanto coloca os formados em empregos de maior remuneração.
Aproveitar as habilidades bilíngues e biculturais dos migrantes retornados pode criar pipelines de talentos de alto valor em tecnologia e promover a mobilidade social.
Desde seu lançamento, o HolaCode capacitou centenas de migrantes retornados, muitos dos quais conseguem empregos como engenheiros de software, analistas de QA ou profissionais de suporte de TI em empresas que atendem clientes dos EUA. Fernando Figueroa, um dos formados, agora ganha aproximadamente o dobro do salário médio do México e reside no código postal de maior renda do país, ilustrando a capacidade do programa de converter a desvantagem relacionada à deportação em mobilidade ascendente. O modelo tem atraído a atenção de outras ONGs que buscam replicar a abordagem na América Central.
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As fontes
- American companies are outsourcing coding to deported Mexicans Rest of World · restofworld.org ·