A Jaguar, fabricante de automóveis de luxo, era uma subsidiária da BL, de propriedade estatal, e vinha registrando prejuízos; à medida que se recuperava, o governo preparou uma venda com a retenção de uma ação especial e um plano de ações para funcionários.
A oferta pública de agosto de 1984 ofereceu 178 milhões de ações ordinárias — 99% do capital emitido — arrecadando cerca de £294 milhões, com o restante reservado ao plano de funcionários. O inventário de privatizações do Banco Mundial registra a estrutura e o produto da operação.
A oferta foi oito vezes sobre-subscrita, com investidores formando filas nos bancos para subscrever, e a Jaguar logo relatou suas melhores vendas de julho de todos os tempos, com as ações sendo negociadas bem acima dos 165p recebidos pela BL.
A abertura de capital de 178 milhões de ações — 99% do capital da Jaguar — arrecadou £294 milhões e foi oito vezes sobre-subscrita, com o governo mantendo uma ação especial.
A marca Jaguar impunha demanda premium de entusiastas e investidores.
Vender 99% ao público devolveu a empresa integralmente às mãos privadas.
Um plano de ações para funcionários e uma ação especial suavizaram a transição.
A sobre-subscrição validou a história de recuperação.
Uma marca com impulso de recuperação pode ser vendida ao público mesmo a partir de um grupo nacionalizado: corrigir a qualidade primeiro e depois abrir o capital transforma um passivo estatal em um ativo premium.
A Jaguar foi negociada com força após a abertura de capital e relatou vendas recordes, figurando como um dos primeiros sucessos do programa de privatização do Reino Unido; a empresa permaneceu independente e listada até ser posteriormente absorvida por um grupo automotivo maior.
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As fontes
- Techniques of Privatization of State-Owned Enterprises: Inventory of Country Experience World Bank · documents1.worldbank.org
- Portrait of the Week, 11 August 1984 The Spectator Archive · archive.spectator.co.uk ·
- Jaguar Shares Sell Out The New York Times · nytimes.com ·