Diga Maersk e "transportadora marítima" vem à mente — a percepção que a empresa vem trabalhando para mudar, disse o presidente para a América do Norte, Ditlev Blicher, em entrevista ao Supply Chain Dive. A virada remonta a anos: uma meta, descrita pelo CEO Vincent Clerc, de afastar a rede da logística de fluxo portuário para o fulfillment omnichannel e o comércio eletrônico, apoiada por aquisições — Vandegrift Customs Services em 2019, Performance Team em 2020, cujos 24 sites de armazenagem de cerca de 800.000 metros quadrados deveriam dobrar a pegada de armazenagem e distribuição da Maersk, e LF Logistics em 2022.

A rede terrestre agora por trás da marca nos EUA: a Maersk Ground Freight opera cerca de 470 caminhões próprios ou alugados, mais de 4.000 reboques próprios, aproximadamente 140 locais de agências, 58 estações e sete hubs de linehaul, entregando itens grandes e volumosos e integrando-se à logística contratada e ao frete aéreo. O braço de comércio eletrônico entrega 10 milhões de encomendas por ano e crescendo, disse um porta-voz. Em 2024, abriu um centro de fulfillment em Groveport, Ohio, para os canais de atacado, varejo e comércio eletrônico da Levi Strauss & Co.; em julho de 2026, anunciou um hub em Hopedale, Massachusetts, para um grande cliente não identificado.

A correção mais profunda é o que a Maersk chama de problema de transload: transferir um contêiner de um navio para outro em um hub levava "no melhor cenário uma semana". A empresa investiu mais de US$ 3 bilhões digitalizando seus hubs e ampliando a capacidade operacional, permitindo mover seus comércios Leste-Oeste de um princípio de string para um modelo hub-and-spoke sob a Gemini Cooperation com a Hapag-Lloyd. Desde a mudança em maio de 2025, Blicher afirma que a confiabilidade se manteve, na maior parte, em torno de 90% ou mais, e os tempos de transload foram reduzidos pela metade — números relatados pela empresa, como o restante.

Relatado pela própria empresa na entrevista: tempos de transload reduzidos pela metade, confiabilidade Leste-Oeste majoritariamente em 90%+ desde maio de 2025, 10 milhões de encomendas nos EUA por ano, mais de 4.000 reboques próprios.

A percepção era o problema estratégico: uma marca de transportadora marítima deixava valor na mesa na logística doméstica dos EUA, então a Maersk comprou capacidade de frete terrestre, armazenagem e fulfillment.

O gargalo do transload limitava toda a rede — uma semana por transferência de contêiner — então mais de US$ 3 bilhões foram para hubs digitalizados que o reduziram pela metade.

O roteamento em string espalhava atrasos de porto a porto; o hub-and-spoke com duas ou três escalas por extremidade compra confiabilidade quando um porto é perturbado.

Uma marca conhecida por um elo da cadeia de suprimentos pode comprar seu caminho pelos demais — mas somente se também corrigir o gargalo físico, não apenas o logotipo.

O próprio placar de Blicher: "Estamos longe de terminar, mas somos um player escalável no mercado, e isso ressoa muito, muito bem com os fantásticos clientes que temos na América do Norte." O pool omnichannel agora atende atacado, varejo e comércio eletrônico a partir de um único estoque, o hub de Hopedale foi anunciado com seu cliente não identificado, e todos os números de desempenho citados são relatados pela empresa.

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As fontes

  1. Not just ocean: How Maersk grew its US logistics capabilities Supply Chain Dive · supplychaindive.com ·