A Meguro Seisakusho, fundada em 1924, foi a grande marca japonesa de motocicletas de grande cilindrada antes e depois da guerra — tão famosa que os pilotos diziam "é uma moto Meguro, ou é a Meguro?". Nos anos 1960, a empresa em dificuldades se associou à Kawasaki e foi absorvida em 1964; a linhagem continuou como a K1 de 500 cc e depois a W1 de 1966, o bicilíndrico vertical que gerou a atual linha W650/W800.

Mais de cinquenta anos depois de a marca desaparecer como marca, a Kawasaki a reviveu. Em fevereiro de 2021 chegou a MEGURO K3, construída sobre a W800: um bicilíndrico paralelo SOHC refrigerado a ar de 773 cc, roda dianteira de 19 polegadas, assento de 790 mm, 227 kg, mas vestida de forma inconfundível com a identidade Meguro — o emblema em escudo, filetes pintados à mão, pintura prata e preta e nomenclatura de modelo que continua a sequência original da série K.

O renascimento foi deliberadamente pequeno e premium. O modelo 2026 da K3, anunciado em outubro de 2025 e à venda a partir de 1º de novembro de 2025, mantém o conceito e eleva o preço para ¥1.419.000 (impostos incluídos); uma Meguro S1 de 232 cc acompanha como entrada da gama ressuscitada.

O que faz a moto funcionar é justamente o que falta à marca como máquina: o bicilíndrico paralelo refrigerado a ar não tem pretensões de desempenho, então a Kawasaki vende tempo e história — um emblema com um século de história — para clientes que querem pilotar uma lenda devagar em vez de perseguir fichas técnicas.

A marca de 1924 vive: a K3 (bicilíndrica de 773 cc, desde fev. 2021) e a S1 estão na linha retrô da Kawasaki; a K3 2026 à venda desde nov. 2025 por ¥1.419.000.

A plataforma W800 significou que o renascimento precisava de um novo emblema, tanque e rodas em vez de um novo motor — o custo de desenvolvimento permaneceu baixo o suficiente para justificar uma linha de nicho

O emblema Meguro carregava herança genuína de antes da guerra com um lugar reconhecido na história da motocicleta japonesa, então a história era crível em vez de inventada

O boom neo-clássico e o quase desaparecimento dos novos bicilíndricos refrigerados a ar deram à K3 um fosso de escassez que nenhuma esportiva poderia igualar

O preço no ponto ideal, acima da W800 padrão mas abaixo das verdadeiras máquinas de colecionador, permitiu à marca reivindicar um lugar de topo dentro da própria linha retrô da Kawasaki

Reviver um nome dormente de herança é barato quando a plataforma existe; a Kawasaki vestiu sua W800 com o emblema da Meguro, transformando uma moto retrô em uma história premium.

Em 2026, a Meguro revivida formava uma subfamília estável de dois modelos (K3 como topo de linha, S1 como entrada) dentro da linha da Kawasaki, atualizada ano após ano para o mercado interno japonês, com a K3 2026 anunciada a ¥1.419.000. As próprias páginas de marca da Kawasaki agora apresentam a Meguro como a raiz da linha W — o nome de 1924 restaurado como marketing vivo para toda a gama de herança retrô.

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As fontes

  1. カワサキ メグロK3とは|1924年創業ブランドの系譜とメグロS1との関係 GARAGE3 · garage3.jp ·
  2. カワサキW系のルーツ「メグロ」ブランド復活でビンテージ感満載のK3!【このバイクに注目】 Webikeプラス (RIDE HI) · news.webike.net ·