A Shree Renuka Sugars, maior refinadora de açúcar da Índia, tomou empréstimos pesados para apostas no exterior, no Brasil, a partir de 2010; as apostas fracassaram e a dívida saltou de 1.343 crore de rúpias em 2009 para cerca de 6.500 crore de rúpias em 2017, com prejuízos consolidados de 2.204 crore de rúpias no ano fiscal de 2018. O fundador Narendra Murkumbi corria o risco de perder a empresa para os credores sob o novo código de insolvência.
Em março de 2018, Murkumbi optou por ceder o controle: a Wilmar Sugar Holdings converteu suas ações preferenciais compulsoriamente conversíveis em ações ordinárias, elevando sua participação de 27% para 39%, e lançou uma oferta pública de aquisição a 16,29 rúpias por ação. Com cerca de 1.200 crore de rúpias em aporte de capital e compras na oferta pública, além de uma garantia de 2.700 crore de rúpias, a Wilmar assumiu o controle majoritário acima de 58%; Murkumbi renunciou aos cargos de vice-presidente do conselho e diretor-gerente, e oito bancos liderados pelo IDBI converteram parte de sua dívida em ações ordinárias e preferenciais.
A reestruturação reduziu a dívida individual para 2.117 crore de rúpias até setembro de 2019 e cortou a saída de juros em cerca de 30%. Em setembro de 2020, a Wilmar subscreveu outros 185 crore de rúpias em ações preferenciais a 8,74 rúpias, elevando sua participação para 62,48%. Os resultados consolidados passaram de um prejuízo de 2.037 crore de rúpias no ano fiscal de 2019 para um lucro líquido de 1.950 crore de rúpias no ano fiscal de 2020, impulsionados por reversões contábeis da reestruturação, e o lucro operacional permaneceu positivo a partir de então.
O resgate não foi isento de atritos: o RBI inicialmente insistiu que os bancos mantivessem a conta classificada como NPA apesar da mudança de controle, e o ciclo do açúcar levou a empresa de volta a prejuízos consolidados nos anos seguintes. Mas a recuperação operacional e o saneamento do balanço foram reais e duradouros em comparação com a situação anterior a 2018.
Dívida reduzida de 6.500 crore de rúpias para 2.117 crore de rúpias até setembro de 2019; lucro líquido de 1.950 crore de rúpias no ano fiscal de 2020 contra prejuízo de 2.037 crore de rúpias; saída de juros cerca de 30% menor.
Mostra que um fundador que abre mão voluntariamente do controle cedo, fora do IBC, pode salvar uma empresa alavancada.
A Wilmar era um comprador estratégico capaz de integrar a capacidade de refino da Renuka ao seu livro global de negociação de açúcar.
A conversão de dívida em capital tanto pelo investidor estratégico quanto por oito bancos realinhou os incentivos em uma única reestruturação.
A disputa sobre a classificação como NPA no RBI mostra que tecnicalidades regulatórias podem travar resoluções que de outra forma seriam bem-sucedidas.
O risco do ciclo de commodities persiste: os lucros após o ano fiscal de 2020 permaneceram reféns dos ciclos de preços do açúcar e do etanol.
Um proprietário estratégico que consegue usar os ativos (a Wilmar compra o açúcar da Renuka) supera um resgatador financeiro: converter dívida em capital para um operador comprometido salvou a empresa sem um processo do IBC.
A Wilmar elevou sua participação para 62,48% até setembro de 2020 e a Shree Renuka opera como subsidiária da Wilmar, com vendas que dobraram de 4.504 crore de rúpias no ano fiscal de 2019 para mais de 11.000 crore de rúpias até o ano fiscal de 2024. O ciclo do açúcar a levou de volta a prejuízos consolidados após o ano fiscal de 2021, mas o fardo esmagador da dívida e o risco existencial de inadimplência de 2017-18 foram resolvidos sem processos de insolvência.
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As fontes
- Wilmar arm takes control of Renuka Sugars The Hindu BusinessLine · thehindubusinessline.com ·
- Bitter NPA pill for Renuka Sugars' lenders The Economic Times · economictimes.indiatimes.com ·
- Completion of subscription of shares in Shree Renuka Sugars Limited to Wilmar Sugar Holdings Pte Ltd SGX / Wilmar International filing · links.sgx.com ·
- Shree Renuka Sugars consolidated profit & loss Screener.in · screener.in