A Sierra, fundada em 1979 como On-Line Systems por Ken e Roberta Williams, inventou o jogo de aventura gráfico — Mystery House, de 1980, vendeu cerca de 15.000 cópias por US$ 167.000, e King's Quest, encomendado pela IBM e lançado em 1984, fez a empresa. Leisure Suit Larry, Police Quest, Quest for Glory e Gabriel Knight vieram em seguida; em 1995, a Sierra reportava US$ 83,4 milhões em vendas e US$ 11,9 milhões em lucro líquido.

A aquisição em 1996 pelo conglomerado CUC International por US$ 1,5 bilhão efetivamente matou a empresa: os fundadores saíram pouco depois, a marca foi dividida e a maioria dos funcionários foi demitida. Os remanescentes foram parar na Vivendi Games, que se fundiu com a Activision em 2007 — deixando a marca Sierra e suas propriedades intelectuais mais valiosas paradas, sem uso, dentro da publicadora de Call of Duty. Um nono King's Quest havia sido tentado quatro vezes por quatro donos diferentes, incluindo a Telltale Games, e nunca passou da arte conceitual.

Em agosto de 2014, a Activision confirmou que estava ressuscitando a Sierra com dois títulos: Geometry Wars 3 e um novo King's Quest do desenvolvedor The Odd Gentlemen. A nova Sierra foi posicionada como uma mini-publicadora dentro da Activision, ajudando desenvolvedores independentes a lançar novas versões de propriedades intelectuais clássicas — o prestígio de 30 anos da marca redistribuído como selo editorial, e não como estúdio.

O King's Quest revivido foi lançado em 28 de julho de 2015 (PS4, PS3, PC; Xbox no dia seguinte) por US$ 10 o primeiro capítulo e US$ 40 a Coleção Completa com todos os cinco, acompanhando um Rei Graham envelhecido refletindo sobre sua vida de aventuras. Uma série morta havia 17 anos retornava — nos termos da Activision, como conteúdo episódico com preço pensado para um público nostálgico.

Um novo King's Quest foi lançado em julho de 2015 por US$ 10 por capítulo e US$ 40 pela coleção de cinco capítulos; a Sierra voltou como o selo interno de propriedades intelectuais clássicas da Activision.

A fusão com a Vivendi entregou à Activision a marca Sierra e suas propriedades intelectuais como efeito colateral — sem custo de aquisição, apenas a escolha de usá-las ou não.

Mario e Zelda, da Nintendo, provaram que franquias dos anos 1980 ainda podiam vender para os mesmos compradores décadas depois; os jogadores de aventura simplesmente envelheceram, não desapareceram.

A estrutura de mini-publicadora terceirizou o risco de produção. A The Odd Gentlemen fez o jogo; a Activision contribuiu com a marca, a distribuição e a alavancagem nas lojas.

O preço episódico combinou com o público: capítulos de US$ 10 permitiam que fãs afastados voltassem barato, em vez de apostar US$ 60 numa revitalização não comprovada.

Marcas adormecidas se escondem na papelada de aquisições. Uma marca com 30 anos de prestígio pode ser relançada como um selo de baixo risco: alugue o nome para pequenos estúdios, publique nostalgia, evite a grande aposta.

King's Quest: A Knight to Remember foi lançado em julho de 2015 e sua temporada de cinco capítulos se estendeu até 2016, encerrando um intervalo de 17 anos desde a última sequência propriamente dita. A revitalização da Sierra permaneceu modesta — a marca nunca recuperou sua escala dos anos 1990 —, mas o exercício se tornou um modelo para o tratamento de catálogos adormecidos por publicadoras: explorar o catálogo antigo por meio de pequenos estúdios e preços nostálgicos, em vez de grandes apostas internas. A história dos fundadores originais, enquanto isso, tornou-se lenda da indústria: o King's Quest de Roberta Williams foi o jogo que provou que os computadores pessoais podiam exibir gráficos.

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As fontes

  1. Activision Blizzard Resurrects Sierra Games and Revisits Classic Franchises The Motley Fool via Seattle Post-Intelligencer · seattlepi.com ·
  2. King's Quest: A Knight to Remember Release Date Announced IGN · ign.com ·