A TITAN é uma cimenteira grega centenária comandada pelo líder familiar de quarta geração Dimitri Papalexopoulos, que foi CEO de 1996 a 2022 e agora preside o conselho. Ao longo de 25 anos, ele transformou um negócio doméstico em um player multinacional com operações em mais de 25 países em quatro continentes.
À medida que a empresa se preparava para sua próxima fase, Papalexopoulos enfrentou uma decisão difícil: continuar liderando, promover um executivo interno de confiança ou se tornar o primeiro líder na história da empresa a recomendar um CEO não familiar. Ele concluiu que a empresa precisava de um novo impulso em descommoditização, descarbonização e digitalização, então o conselho contratou Marcel Cobuz, ex-executivo da LafargeHolcim, como o primeiro CEO externo da TITAN.
Cobuz construiu um roteiro de quatro pilares — afiar o portfólio central de cimento, acelerar produtos de baixo carbono e agregados, construir um motor de inovação orientado por tecnologia e empoderar as unidades nacionais enquanto reforçava a responsabilização. Dois anos depois, a TITAN registrou receita e lucratividade recordes, os produtos verdes chegaram a 30% da produção e a participação minoritária da TITAN America foi listada na NYSE.
A TITAN opera em mais de 25 países; receita e lucro recordes, produtos verdes a 30% da produção e uma participação minoritária da TITAN America listada na NYSE.
A família escolheu um outsider porque descommoditização, descarbonização e digitalização exigiam um novo tipo de líder.
Papalexopoulos já havia globalizado a empresa, então a próxima alavanca estava fora da zona de conforto da família.
Cobuz trouxe 25 anos de experiência no setor, incluindo a liderança do negócio europeu da Holcim.
A propriedade familiar permitiu uma alocação de capital de longo horizonte que uma empresa pública guiada por resultados trimestrais não conseguiria igualar.
A sucessão mais difícil é decidir que uma empresa familiar precisa de um outsider — e uma família que confia nessa escolha pode destravar escala.
A TITAN atingiu suas metas estratégicas de 2026 um ano antes do previsto sob Cobuz, mas a agenda ambiciosa sobrecarregou a organização — um caso da HBS questiona se foi visionária ou demais, rápido demais. A família manteve o controle enquanto a empresa continuou a listar partes de seus negócios publicamente.
CONFIRA AS EVIDÊNCIAS
As fontes
- How a family-owned Greek cement company evolved its leadership while pivoting its product portfolio Harvard Business School (Cold Call podcast) · hbr.org ·
- How TITAN Group's CEO is transforming a century-old company McKinsey · mckinsey.com ·