A Tower Paddle Boards, vendedora de pranchas de stand-up paddle no comércio eletrônico, operava em uma jornada padrão de oito horas até que o fundador Stephan Aarstol testou uma teoria que carregava desde antes de fundar a empresa: em todo escritório, algumas pessoas fazem três vezes o trabalho de todas as outras por um salário marginalmente maior, e ele havia gerenciado sua própria produtividade — não seu tempo no relógio — de forma eficaz por mais de 15 anos. Em 1º de junho de 2015, ele transferiu toda a empresa para uma jornada de cinco horas, das 8h às 13h, enquadrada como um piloto de três meses de "horário de verão", com um plano explícito de retornar ao horário tradicional no outono se falhasse.

O horário veio com uma reformulação da remuneração: um plano de participação nos lucros de 5% lançado ao mesmo tempo. Um funcionário que ganha US$ 40.000 por ano — US$ 20 por hora em uma base de 2.000 horas — ganharia cerca de US$ 48.000, incluindo cerca de US$ 8.000 de participação nos lucros, mas sobre uma base de 1.250 horas, elevando os ganhos por hora para US$ 38,40. Aarstol projetou isso para que as despesas da empresa não aumentassem "nem um centavo". O pedido em troca: cada membro da equipe precisava ser duas vezes mais produtivo que o trabalhador médio, e quem não conseguisse fazer as cinco horas funcionarem seria demitido.

O modo de falha temido — queda da receita com o atendimento ao cliente e o horário da loja — não se materializou, segundo o relato do fundador. Um pouco mais de um ano depois, o horário ainda estava em vigor, e os resultados que ele citou eram tanto externos quanto internos: a lista Inc. 5000 das empresas de crescimento mais rápido dos Estados Unidos por dois anos consecutivos, classificada em #239 em 2015, e uma equipe de 10 pessoas que ele projetava gerar US$ 9 milhões em receita em 2016. Todos os números vêm do seu próprio relato em primeira pessoa na Fast Company, sendo a classificação na Inc. o único ponto de ancoragem verificável externamente.

Inc. 5000 por dois anos consecutivos (#239 em 2015); uma equipe de 10 pessoas a caminho de US$ 9 milhões em receita em 2016; o salário por hora no exemplo do fundador subiu de US$ 20 para US$ 38,40.

Uma jornada de cinco horas elimina a folga que preenche oito: "a gestão do tempo já vem embutida no bolo" quando o dia não pode se esticar.

A participação nos lucros paga as pessoas pelo resultado em vez da presença — os ganhos por hora quase dobraram no exemplo sem aumentar o custo da empresa, de modo que o incentivo e a restrição apontavam na mesma direção.

O experimento combinou com a marca: liberar as tardes para o estilo de vida ao ar livre que a empresa vende tornou o horário parte da história do produto.

Enquadrá-lo como um piloto reversível de "horário de verão" limitou a desvantagem e deu à equipe um prazo concreto para provar a produtividade antes de um retorno planejado às oito horas.

Reduza as horas e compartilhe os lucros, e a produtividade terá que viver dentro do horário: a escassez de tempo somada ao ganho compartilhado força o aumento da produção por hora, trocando presença por foco a custo adicional zero.

O teste de três meses nunca terminou: mais de um ano após a mudança de junho de 2015, a jornada de cinco horas ainda era política da empresa, e o fundador relatou a colocação na Inc. 5000 por dois anos consecutivos com a projeção de US$ 9 milhões em receita para 2016. O material não diz nada sobre a empresa além de agosto de 2016.

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As fontes

  1. What Happened When I Moved My Company To A 5-Hour Workday Fast Company · fastcompany.com ·