Em novembro de 2018, uma semana após se separar de sua antiga controladora americana, a liderança da Toys R Us Ásia realizou uma coletiva de imprensa para dizer que seria tudo como antes — e mais um pouco. A operadora regional, antes uma joint venture entre o braço privado Fung Retailing do Fung Group e a Toys R Us Inc, anunciou que ampliaria o investimento em sistemas de TI, comércio eletrônico e lojas físicas, incluindo oito lojas em Singapura e a reabertura em dezembro de suas filiais reformadas no Great World City e no City Square Mall.

Pelo acordo, os detentores de títulos da controladora americana em recuperação judicial — majoritariamente fundos de investimento e instituições financeiras sediados nos EUA — ficaram com uma participação coletiva de 79% no negócio asiático, com a Fung Retailing mantendo o restante, e o grupo regional pagou pela licença da marca por pelo menos 20 anos. O CEO Andre Javes disse que os novos acionistas estavam focados em uma coisa: o desenvolvimento e o crescimento da Toys R Us Ásia em seus próprios países.

O empreendimento havia se saído melhor que sua controladora americana por concepção. As lojas ficam dentro de shopping centers em vez de locais independentes, mantendo os custos de marketing e operacionais baixos; as vendas são distribuídas ao longo do ano por festividades como a Semana Dourada da China, em vez de concentradas em um trimestre de Natal decisivo; e as lojas têm em média cerca de 10.000 pés quadrados, menos de um quarto de suas equivalentes americanas. O grupo tinha mais de 500 lojas na região, incluindo 166 na China, e a administração disse que o crescimento havia sido "exponencial" nos cinco anos anteriores.

O lucro da unidade de Singapura subiu 32,8%, para S$ 8,05 milhões, com receita em alta de 16,9%, para S$ 77,2 milhões, em 2017; mais de 500 lojas regionais continuaram crescendo durante o colapso.

O pedido de Chapter 11 da controladora americana estava transbordando efeitos negativos sobre o negócio asiático, então uma separação limpa da propriedade removeu a mácula.

Os detentores de títulos converteram dívida em 79% de um negócio asiático em crescimento, salvando valor que o colapso americano estava destruindo.

Lojas menores em shopping centers distribuíam as vendas ao longo do ano, evitando a economia de "Natal ou falência" que derrubou a rede americana.

O compromisso com uma licença de 20 anos e novos investimentos em lojas e TI sinalizavam que a região cresceria de forma independente.

Uma operadora local pode sobreviver a uma controladora em recuperação judicial quando seu modelo difere onde importa: shopping centers em vez de lojas independentes, vendas distribuídas ao longo do ano, investimento sustentado.

O grupo continuou reformando lojas, testando um novo formato Babies R Us para Singapura e buscando novos pontos, com o crescimento da receita de comércio eletrônico superando o offline. A administração se recusou a divulgar os resultados financeiros do grupo além dos registros de Singapura.

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As fontes

  1. Toys 'R' Us Asia to ramp up regional store growth after separation from troubled US owner: CEO The Business Times · businesstimes.com.sg ·