A Amlak Finance, financiadora imobiliária de Dubai compatível com a Sharia, ficou insolvente com o colapso imobiliário de 2008, no qual os preços dos imóveis caíram mais da metade. Após uma injeção de capital do governo e seis anos de negociação, concluiu uma reestruturação em 2014: AED 10,2 bilhões em depósitos de investimento foram reestruturados, as ações foram readmitidas à negociação no Dubai Financial Market e os pagamentos foram definidos em um plano de 12 anos.
No final de 2016, a Amlak já pagava adiantado em relação ao cronograma, mas as cláusulas restritivas da reestruturação limitavam novas hipotecas e captação de recursos. Em setembro de 2016, a administração pediu aos financiadores que renunciassem a essas cláusulas, e em janeiro de 2017 uma supermaioria aprovou um novo plano de negócios que elevou os limites de originação e flexibilizou as regras de financiamento, mantendo inalterados os termos de pagamento.
A renegociação funcionou: a Amlak pagou AED 3,5 bilhões, 42% da dívida total, aos financiadores dentro do primeiro ano da reestruturação e obteve lucros líquidos de AED 136 milhões em 2015 e AED 94 milhões nos primeiros nove meses de 2016. Em janeiro de 2019, os pagamentos em dinheiro chegaram a AED 4,3 bilhões, ou 48% da dívida, e AED 275 milhões do instrumento conversível haviam sido resgatados antecipadamente.
Pagou AED 3,5 bilhões (42% da dívida) dentro do primeiro ano, chegando a AED 4,3 bilhões (48%) até 2019, enquanto registrava lucros líquidos de AED 136 milhões, 107 milhões e 51 milhões em 2015-17.
Renegociar cláusulas enquanto cumpria os pagamentos superou esperar o plano de 12 anos: a empresa manteve os pagamentos dentro do cronograma e recuperou a liberdade de originar novas hipotecas.
O desempenho efetivo de pagamento deu à administração poder de barganha — 42% da dívida já devolvida fez os credores aceitarem conceder um consentimento de supermaioria.
A conclusão da reestruturação de 2014 criou a credibilidade: ações relistadas e uma carteira de hipotecas retomada tornaram o pedido de 2017 plausível para os financiadores.
Um devedor adimplente pode converter pagamentos antecipados em poder de barganha: quando os credores veem o caixa fluir, renegociar cláusulas restritivas em troca de flexibilidade para crescer supera esperar o plano de 12 anos.
A Amlak continuou pagando antecipadamente — mais AED 684 milhões em janeiro de 2018 — e permaneceu lucrativa até 2017. Em janeiro de 2019, abriu uma nova renegociação das cláusulas de financiamento, com conclusão prevista para o segundo trimestre de 2019, aplicando a mesma estratégia de trocar desempenho comprovado por termos mais flexíveis, e continuou operando como uma das financiadoras imobiliárias islâmicas de Dubai.
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As fontes
- Amlak successfully renegotiates restructuring terms with its Financiers Amlak Finance (company announcement) · amlakfinance.com ·
- Amlak renegotiates part of debt deal with creditors MEED · meed.com ·
- Amlak announces Renegotiation of Restructuring Terms with its Financiers Amlak Finance (company announcement) · amlakfinance.com ·