Em 2018, a Bajaj Electricals, a empresa mais antiga do grupo Bajaj, perdeu seu diretor-geral Anant Bajaj, vítima de uma parada cardíaca súbita aos 41 anos. Sob a perda havia podridão: o negócio de engenharia de EPC registrava lucros no papel, mas era um sorvedouro de caixa, a dívida crescia e o negócio de eletrodomésticos estava sendo superado pelos concorrentes. O presidente Shekhar Bajaj concentrou-se em Anuj Poddar, um diretor independente do conselho, e o fez passar pelo crivo do patriarca Rahul Bajaj e de Rajiv Bajaj antes de torná-lo o primeiro profissional a comandar a empresa, como diretor executivo, no final de 2018.

Poddar descartou sua apresentação preparada e dividiu o trabalho em três: combate a incêndios, um novo modelo de negócios e a correção da organização. A divisão de EPC parou de aceitar novos pedidos para conter a queima de caixa e depois passou a aceitar apenas projetos com lucro significativo, porque, como ele disse, o faturamento naquele negócio é vaidade. O negócio de consumo foi reconstruído em torno de qualidade, com redução das importações chinesas e um acordo de marca Morphy Richards de 15 anos. A hierarquia foi achatada de 17 níveis para 12, metade da equipe de liderança foi substituída, e uma cultura de primeiro nome e de townhalls anônimas substituiu a antiga deferência.

A disciplina funcionou: o negócio de EPC ficou sem dívidas por conta própria, e em fevereiro de 2022 a empresa anunciou sua cisão em uma entidade listada separadamente, a Bajel Projects. Em 31 de março de 2022, a Bajaj Electricals estava sem dívida líquida pela primeira vez em quatro décadas, e seu valor de mercado havia subido de Rs 5.756 crore em 2018 para cerca de Rs 13.000 crore.

Sem dívida líquida até março de 2022 pela primeira vez em quatro décadas; valor de mercado subiu de Rs 5.756 crore em 2018 para cerca de Rs 13.000 crore em 2022.

A família escolheu a competência em vez da linhagem no momento da crise, entregando a empresa mais antiga do grupo ao seu primeiro líder profissional.

Recusar pedidos de EPC por vaidade trocou receita por caixa, que é o que uma empresa endividada realmente precisa.

A cirurgia cultural, uma hierarquia mais plana e uma equipe de liderança renovada tornaram a nova estratégia executável dentro de uma burocracia de oitenta anos.

A cisão da divisão de EPC permitiu que cada negócio fosse financiado e avaliado por sua própria economia.

Continuidade familiar e controle profissional não são opostos. Escolher um outsider cedo e apoiá-lo com autoridade salvou valor que o piloto automático dinástico estava silenciosamente queimando.

O negócio de EPC foi separado na Bajel Projects, e a empresa de consumo continuou a compor sobre a marca. Em setembro de 2025, a Bajaj Electricals concordou em comprar a marca Morphy Richards e a propriedade intelectual relacionada para a Índia, Nepal, Butão, Bangladesh, Maldivas e Sri Lanka da Glen Electric, parte do grupo irlandês Glen Dimplex Group, por Rs 146 crore, convertendo uma parceria que operava desde abril de 2002 em propriedade total de uma marca premium; as ações subiram 8% com o anúncio.

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As fontes

  1. How Anuj Poddar staunched cash haemorrhage, repaid debt and more than doubled the market cap of Bajaj Electricals The Economic Times · m.economictimes.com ·
  2. Bajaj Electricals to Buy Morphy Richards Rights for Rs 146 Crore, Shares Jump 8% EquityPandit · equitypandit.com ·