A Chiquita Brands International, uma das empresas bananeiras mais conhecidas do mundo, protocolou um pedido de Chapter 11 em 28 de novembro de 2001, com base em um plano pré-arranjado acordado com comitês de detentores de títulos no início daquele mês. O pedido abrangeu apenas a holding controladora, deixando suas subsidiárias operacionais, incluindo o negócio de bananas, fora do processo e operando normalmente.

O objetivo do plano era dar à Chiquita uma estrutura de capital que seu fluxo de caixa operacional pudesse sustentar. Ele reduziu a dívida e os juros acumulados em mais de US$ 700 milhões e cortou a despesa anual futura com juros em cerca de US$ 60 milhões, resolvendo o descompasso entre um negócio movido pelo preço de commodities e pagamentos fixos de dívida.

O juiz J. Vincent Aug Jr. aprovou o plano em 8 de março de 2002, com os detentores de títulos passando a deter mais de 90 por cento da empresa reorganizada. A Chiquita saiu da recuperação na semana seguinte, emitiu novas ações e títulos e nomeou um novo presidente do conselho e diretor-presidente, Cyrus Freidheim Jr., para liderar o recomeço.

As novas ações começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e subiram 51 centavos, para US$ 15,50, no primeiro dia, um sinal de que os investidores aceitaram a reestruturação em vez de uma liquidação.

Saiu da recuperação em março de 2002 com a dívida e os juros acumulados reduzidos em mais de US$ 700 milhões e a despesa anual com juros cerca de US$ 60 milhões menor, enquanto as operações com bananas nunca pararam.

O pedido apenas da controladora manteve fazendas de banana, navios e ativos da marca fora do processo.

Os detentores de títulos concordaram previamente, então a reorganização foi rápida e ordenada.

O corte de mais de US$ 700 milhões de dívida alinhou a estrutura de capital ao fluxo de caixa.

A redução de cerca de US$ 60 milhões por ano na despesa com juros deu fôlego ao negócio.

Protocolar o pedido apenas da holding permite que um plano pré-arranjado redefina o balanço sem interromper as operações; quando o fluxo de caixa é a restrição, corte a conta de juros, não o negócio.

A Chiquita saiu da recuperação em março de 2002 como uma empresa de capital aberto, com os detentores de títulos no controle e um novo diretor-presidente. As operações com bananas continuaram sem interrupção durante o processo, e o balanço mais leve permitiu que a empresa voltasse ao financiamento comercial normal. O caso tornou-se um exemplo padrão de Chapter 11 pré-arranjado, restrito à holding, usado para redefinir a estrutura de capital de um negócio de commodities.

CONFIRA AS EVIDÊNCIAS

As fontes

  1. Chiquita Brands International, Inc. Form 8-K (Chapter 11 filing) U.S. Securities and Exchange Commission (EDGAR) · sec.gov ·
  2. Chiquita Elects New Chairman, CEO Associated Press (via LMTOnline) · lmtonline.com ·
  3. Chiquita, Fresh Out of Bankruptcy, Issues New Stock The New York Times · nytimes.com ·