A Hewlett-Packard passou anos cortando custos e reparando seu balanço após erros estratégicos. Em 2014, o conselho optou pela separação: uma empresa para infraestrutura corporativa, software e serviços, e outra para PCs e impressão.

A decisão correspondeu a uma tese de cisão há muito defendida por investidores como Ralph Whitworth, da Relational Investors, ex-presidente do conselho da HP. Whitworth classificou publicamente a medida como geradora de valor e bem cronometrada dentro da reestruturação.

A cisão criou a HP Inc. e a Hewlett Packard Enterprise. Meg Whitman liderou a HPE, enquanto Dion Weisler liderou a HP Inc., dando a cada negócio sua própria estrutura de capital, liderança e base de investidores.

Os acionistas receberam participações em duas empresas de capital aberto: a HP Inc., para PCs e impressoras, e a HPE, para infraestrutura e serviços corporativos.

Os negócios corporativos e de PCs e impressoras enfrentavam mercados diferentes e precisavam de alocação de capital diferente.

O conselho esperou até que a reestruturação tivesse tornado ambas as metades financiáveis.

O apoio dos ativistas ajudou a enquadrar a cisão como criação de valor, e não como recuo.

Uma cisão é mais crível depois do trabalho árduo de estabilização; caso contrário, a separação apenas cria duas empresas fracas em vez de uma.

A separação foi concluída em 2015. A HP Inc. manteve a franquia de impressão e sistemas pessoais, enquanto a HPE continuou a podar ativos corporativos e a se reposicionar em torno de infraestrutura, nuvem e serviços.

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As fontes

  1. 8-K: HP to Separate Into Two New Industry-Leading Public Companies SEC · sec.gov ·
  2. Hewlett-Packard announces plan to split company in two as layoffs continue The Guardian · theguardian.com ·