Em entrevista ao CNBC Make It, a ex-CEO da IHOP Julia Stewart relembra a decisão de 2007 de comprar a Applebee's — uma rede em declínio com aproximadamente o dobro do tamanho da IHOP — e assumir cerca de US$ 2 bilhões em dívida. Ela diz que o gatilho foi o próprio sucesso: o modelo de franquias que ela implantou na IHOP deixou a empresa tão rica em caixa que ela temia 'uma aquisição hostil', e foi ao conselho dizendo 'Precisamos comprar alguma coisa.' Então ela leu uma reportagem de capa do Wall Street Journal de que a Applebee's estava considerando alternativas estratégicas.

Stewart diz que conhecia o alvo profundamente — ela havia passado três anos como presidente da Applebee's e comandado parte de sua recuperação antes de ser preterida no cargo de CEO. Ela diz que a equipe avaliou o negócio 'de todas as formas possíveis' com um cenário de estresse 'Armagedom', e ela evitou que a equipe do negócio se apaixonasse pelo ativo. Dois meses depois, a due diligence descobriu que 75% dos produtos da IHOP vinham dos mesmos distribuidores da Applebee's; as empresas formaram uma cooperativa de compras que consolidou centros de distribuição e SKUs e, segundo ela, 'economizou milhões e milhões de dólares para os franqueados.'

A crise financeira de 2008 derrubou a ação para US$ 6, mas ela disse ao conselho que a dívida havia sido testada sob estresse de modo que até quedas de vendas de dois dígitos manteriam a empresa confortavelmente em conformidade com seus covenants. Ela diz que quase US$ 1,1 bilhão da dívida da aquisição foi quitado em cinco anos (autodeclarado na entrevista), e ela liderou ambas as marcas por uma década antes de renunciar em 2017 em meio à queda nas vendas da Applebee's. Segundo a CNBC, a Dine Brands — a holding criada no negócio — tem hoje mais de 3.500 restaurantes.

Quase US$ 1,1 bilhão da dívida de US$ 2 bilhões do negócio foi quitado em cinco anos (autodeclarado na entrevista); a Dine Brands, criada no negócio, tem hoje mais de 3.500 restaurantes

Um pequeno franqueador rico em caixa é um alvo de aquisição: colocar o capital para trabalhar antecipou uma oferta hostil, diz Stewart.

Os três anos de Stewart comandando a Applebee's fizeram com que a aposta de US$ 2 bilhões fosse precificada com base em conhecimento interno da economia do alvo, não em esperança.

O cenário de estresse 'Armagedom' manteve o endividamento suportável durante a crise de 2008 sem pânico.

A due diligence revelou a sobreposição de 75% dos distribuidores, que se tornou uma cooperativa de compras que consolidou SKUs e economizou milhões para os franqueados.

Tamanho é um problema de financiamento, não um pré-requisito: um franqueador gerador de caixa pode comprar uma rede com o dobro do seu tamanho quando conhece profundamente a economia do alvo — e quais sinergias testar.

Stewart comandou a empresa combinada por uma década e renunciou em 2017 com a queda nas vendas da Applebee's (a recuperação separada da marca Applebee's em 2017-18 já foi abordada neste arquivo). A crise de 2008 derrubou a ação para US$ 6, mas a dívida permaneceu dentro dos covenants e a empresa continuou recomprando sua dívida. A Dine Brands, a holding criada no negócio, conta com mais de 3.500 restaurantes e um valor de mercado superior a US$ 600 milhões hoje, segundo a CNBC. Perguntada se o negócio foi acertado, Stewart diz que 'faria tudo de novo'.

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As fontes

  1. This CEO led IHOP's risky takeover of Applebee's—and took on $2 billion in debt: I'd 'do the same thing all over again' CNBC Make It · cnbc.com ·