A Kmart, a terceira maior rede de descontos do país, entrou com pedido de proteção do Capítulo 11 em 22 de janeiro de 2002, após a queda nas vendas e a interrupção das entregas por alguns fornecedores, temerosos de não receberem o pagamento. Foi a maior falência do varejo na história dos EUA até então.
Enquanto a Kmart estava em recuperação judicial, o gestor de fundos hedge Edward Lampert, por meio da ESL Investments, comprou grande parte de sua dívida por menos de US$ 1 bilhão. O plano aprovado pelo tribunal eliminou US$ 7,8 bilhões de dívida, enquanto a ESL forneceu cerca de US$ 2 bilhões em financiamento e recebeu 49% das novas ações.
A Kmart emergiu em 6 de maio de 2003 com 1.513 lojas, ante 2.114, e nomeou Lampert presidente do conselho. As ações antigas ficaram sem valor. O plano fechou cerca de 599 lojas e reduziu o quadro de funcionários em cerca de 57.000 pessoas, reorientando a rede para mercados urbanos e étnicos que ela acreditava serem menos bem atendidos pela Wal-Mart.
A aposta deu resultado mais rápido do que os céticos esperavam: em agosto de 2004, a Kmart havia registrado seu terceiro lucro trimestral consecutivo, com ganho de US$ 155 milhões no segundo trimestre, e suas ações haviam disparado 17%, para US$ 76,05, à medida que Lampert ganhava liberdade para investir US$ 2,6 bilhões em caixa excedente.
Emergiu em 6 de maio de 2003 com US$ 7,8 bilhões de dívida eliminada e a ESL detendo 49%, depois registrou três lucros trimestrais consecutivos e um preço de ação de US$ 76.
Comprar dívida em dificuldades por menos de US$ 1 bilhão permitiu à ESL ditar a velocidade e os termos do plano.
A eliminação de US$ 7,8 bilhões de dívida removeu custos de juros que o varejista não conseguia suportar.
O fechamento de lojas e os cortes de custos rapidamente produziram lucro, ainda que não crescimento das vendas.
O controle de Lampert sobre o conselho e o capital manteve a estratégia consistente.
Um fundo hedge que compra dívida em dificuldades pode controlar o ritmo e o desfecho de uma reorganização; o risco é que a engenharia de custos e imobiliária substitua uma estratégia de varejo que faça as vendas crescerem.
A lucratividade da Kmart após a falência a tornou uma das recuperações financeiras mais rápidas do varejo, mas as vendas em lojas comparáveis continuaram caindo mesmo com o aumento dos lucros. O caso permanece um estudo clássico do uso de dívida em dificuldades para assumir o controle do desfecho de uma falência, e dos limites da engenharia financeira sem um plano de crescimento no varejo.
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As fontes
- Kmart emerges from bankruptcy UPI Archives · upi.com ·
- Kmart leaves bankruptcy minus 57,000 jobs, 599 stores The Baltimore Sun · baltimoresun.com ·
- Kmart Profit, Prospects Lift Shares Los Angeles Times · latimes.com ·
- Kmart: Predicting Bankruptcy, Fresh Start Reporting, and Valuation of Distressed Securities Issues in Accounting Education (American Accounting Association) · publications.aaahq.org